Domingo, 25 de novembro de 2007 | Online
O legado dos padres

Computadores no centro de treinamento indígena em Manaus. Foto: Jonne Roriz
Na década dos 70, a ditadura mudou o modelo de ocupação da Amazônia e substituiu a Aeronáutica – que ajudava as missões – pelo Exército. Os recursos antes destinados aos salesianos secaram. Os padres tiveram de acabar com os internatos, mas mantiveram os métodos rigorosos de ensino. Depois, foram entregando os pontos. Primeiro, mudaram o regime de ensino e passaram a acatar os valores indígenas; neste ano, entregaram as direções das escolas, que agora têm administradores indígenas. Hoje os salesianos só têm escola de ensino fundamental e médio em Iauaretê e muitas de séries iniciais em outras localidades. Alguns religiosos continuam como professores, mas já não existe a proibição do uso de língua indígena: ao contrário, eles aderiram ao ensino no dialeto indígena. O tufão que varreu os salesianos da Amazônia atingiu de cambulhada o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que perdeu espaço entre os povos indígenas. Hoje, o Cimi, uma perna da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), só é forte entre os índios do Nordeste.

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