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Protestos batem recorde de público e levam ao menos 3 milhões de pessoas às ruas; governo teme impacto

Primeira manifestação contra o governo de Dilma Rousseff em 2016 pediu impeachment da presidente e elogiou Operação Lava Jato em diversos atos pelo País

Impulsionada pelas investigações da Operação Lava Jato, a primeira manifestação contra o governo Dilma Rousseff em 2016 reuniu ao menos 3 milhões de pessoas em atos pelos 26 estados e Distrito Federal, neste domingo (13), de acordo com estimativas das Polícias Militares. Essa foi a maior manifestação da história do País, superando os atos pelas Diretas Já, no início dos anos 80, e os protestos de março de 2015

As faixas e os gritos de ordem pediam especialmente o impeachment da presidente Dilma, a prisão do ex-presidente Lula e elogiavam o andamento das investigações da Lava Jato. Em Brasília, onde 100 mil pessoas se reuniram, Moro foi tratado como 'herói nacional'. Na terra da Operação da Polícia Federal, Curitiba, também houve recorde de pessoas: 200 mil, muitas delas usando máscaras do juiz Moro.

juiz federal divulgou nota neste domingo em que afirmou considerar “importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas” e que “não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem-estar econômico e nossa dignidade”.

São Paulo. A maior concentração de público foi novamente na Av. Paulista, na capital de São Paulo: 1,4 milhão de pessoas, segundo Secretria de Segurança Pública do Estado. Estações de metrô ficaram lotadas e precisaram ser fechadas, a polícia militar também precisou controlar o acesso à avenida por volta das 16h, horário de maior pico.

Os partidos de oposição aderiram abertamente às manifestações. Pela manhã, o presidente nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, participou das manifestações em Belo Horizonte, como já havia feito em 2015. À tarde, ele se uniu ao governador paulista Geraldo Alckmin e outras lideranças tucanas para o ato em São Paulo. Porém, os dois foram alvo de palavras de ordem como "oportunistas", "ladrão" e "Fora Aécio! Fora Alckmin! O próximo é você". Um por causa das denúncias envolvendo a merenda escolar em São Paulo, e outro pelas citações a seu nome na Operação Lava Jato.

No começo da noite, a Presidência da República divulgou uma nota de posicionamento sobre os atos contrários ao governo na qual são destacados o "caráter pacífico das manifestações" e a "maturidade" do País que sabe "conviver com opiniões divergentes". "A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada. O caráter pacífico das manifestações ocorridas neste domingo demonstra a maturidade de um País que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições", diz o texto.

Lula. Um pequeno grupo de pessoas se reuniu no Guarujá, litoral sul de São Paulo, em frente ao prédio onde fica a cobertura tríplex alvo de investigações contra o ex-presidente. Em São Bernardo, no ABC Paulista, pessoas a favor do governo e do líder petista se reuniram em frente ao seu prédio. Também houve uma vigília em frente ao Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, na zona sul paulistana. 

 




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