Terça-feira, 14 de Janeiro de 2003, 16:14 | Online
Grandes atrações culturais de 2003
O ano cultural começa bem. Esther Góes encarna a pintora Tarsila do Amaral, Salman Rushdie e Mario Vargas Llosa estarão na Bienal, o cantor Bryan Ferry e a atriz Isabelle Huppert também virão ao País
Depois da tempestade cambial, a
bonança. O dólar recuou e o ano que começa anuncia boas
novidades na agenda cultural brasileira. Voltam ao País atrações
festejadas como o cantor Bryan Ferry e o DJ Carl Cox, o Quarteto
Alban Berg e o escritor peruano Mario Vargas Llosa. E novos
visitantes também desembarcam aqui, como a atriz francesa
Isabelle Huppert e o escritor Salman Rushdie.
Mesmo que anuncie uma temporada modesta para o show biz,
2003 terá compensações. O jazz, por exemplo, continuará
empunhando a bandeira solitária da novidade. O primeiro festival
já escalado, o Chivas Jazz Festival - que será realizado entre
28 e 31 de maio, no DirecTV Music Hall de São Paulo e na Marina
da Glória no Rio - trará a maior revelação da cena nova-iorquina
o pianista Jason Moran. E, de quebra, anuncia a vinda de um
veterano expatriado brasileiro, Dom Salvador e seu Quarteto,
acompanhados do saxofonista Dick Oatts (de Iowa, uma espécie de
Ornette Coleman jovem, destaque na orquestra de Thad Jones e Mel
Lewis).
Capa da Down Beat deste mês, Jason Moran é egresso
do grupo de Greg Osby e milita naquela geração de notáveis
Robinhos do jazz nova-iorquino - seus colegas de palco têm sido
gente como Lonnie Plaxico, Stefon Harris e Eric Harland, entre
outros.
Espera-se também o retorno, em outubro, do ex-Free Jazz
Festival, agora sob nova direção e novo patrocínio. Na pauta,
velhos sonhos da organizadora do festival, Monique Gardenberg:
trazer o grupo de pop rock britânico Radiohead. Mas há toda uma
nova cena para apresentar aos brasileiros, especialmente o
electro americano, com grupos como Radio 4 e The Faint. Algum
deles, certamente, estará no cast.
Mas a boa música não estará só restrita ao eixo Rio-São
Paulo. Entre 12 e 15 de maio, em Porto Alegre e Curitiba, será
realizada a terceira edição do Natublues Festival, que trará
este ano os músicos James Blood Ulmer e Kenny Neal, entre
outros.
As grandes casas de shows têm um cardápio ainda
incipiente. O Credicard Hall, de São Paulo, traz, em fevereiro,
duas atrações: o grupo Status Quo, conjunto inglês dos anos 60,
e o cantor também inglês Bryan Ferry, ex-Roxy Music.
Será em abril que o gelo começará a derreter. É o mês do
Skol Beats, maior festival de música eletrônica do País, que
tomará de novo o Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Além da
volta já meio anunciada do DJ inglês Carl Cox, as novidades já
estão pipocando. Uma delas, confirmada, é a vinda do grupo
francês The Youngsters, que lança aqui seu disco de estréia,
Lemonorange.
A temporada erudita não será pródiga. Apenas duas
orquestras de grande porte têm presença confirmada: a da
Filadélfia, sob regência de Wolfgang Sawallisch (maio, na
programação do Mozarteum, em São Paulo), e a Orquestra Verdi de
Milão, que será regida por Riccardo Chailly (junho, Cultura
Artística, também em São Paulo).
Na área de visuais, destacar-se-ão as retrospectivas. A
primeira será do enfant terrible Hélio Oiticica (1937-1980),
cuja obra será revista em abril na Pinacoteca. Em seguida, o MAM
de São Paulo vai expor uma retrospectiva de Cândido Portinari
(1903-1962), em julho. O mestre gaúcho da pintura, Iberê Camargo
(1914-1994), será objeto de mostra retrospectiva na Pinacoteca.
Finalmente, em agosto, o foco vai para Arthur Bispo do Rosário
(1911-1989), no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.
As artes cênicas também estarão fervendo. Em fevereiro,
a atriz francesa Isabelle Huppert para o espetáculo 4.48
Psicose, de Claude Regy. Em março, Maria Adelaide Amaral
estréia Tarsila, dirigida por Sérgio Ferrara, peça que será
estrelada por Esther Góes, inspirada na vida e obra da pintora.
Na literatura, a Bienal do Livro será o destaque do ano,
de 15 a 25 de maio. Alguns convidados internacionais deverão
causar o maior frisson do evento, entre eles os escritores
Salman Rushdie e Mario Vargas Llosa.
bonança. O dólar recuou e o ano que começa anuncia boas
novidades na agenda cultural brasileira. Voltam ao País atrações
festejadas como o cantor Bryan Ferry e o DJ Carl Cox, o Quarteto
Alban Berg e o escritor peruano Mario Vargas Llosa. E novos
visitantes também desembarcam aqui, como a atriz francesa
Isabelle Huppert e o escritor Salman Rushdie.
Mesmo que anuncie uma temporada modesta para o show biz,
2003 terá compensações. O jazz, por exemplo, continuará
empunhando a bandeira solitária da novidade. O primeiro festival
já escalado, o Chivas Jazz Festival - que será realizado entre
28 e 31 de maio, no DirecTV Music Hall de São Paulo e na Marina
da Glória no Rio - trará a maior revelação da cena nova-iorquina
o pianista Jason Moran. E, de quebra, anuncia a vinda de um
veterano expatriado brasileiro, Dom Salvador e seu Quarteto,
acompanhados do saxofonista Dick Oatts (de Iowa, uma espécie de
Ornette Coleman jovem, destaque na orquestra de Thad Jones e Mel
Lewis).
Capa da Down Beat deste mês, Jason Moran é egresso
do grupo de Greg Osby e milita naquela geração de notáveis
Robinhos do jazz nova-iorquino - seus colegas de palco têm sido
gente como Lonnie Plaxico, Stefon Harris e Eric Harland, entre
outros.
Espera-se também o retorno, em outubro, do ex-Free Jazz
Festival, agora sob nova direção e novo patrocínio. Na pauta,
velhos sonhos da organizadora do festival, Monique Gardenberg:
trazer o grupo de pop rock britânico Radiohead. Mas há toda uma
nova cena para apresentar aos brasileiros, especialmente o
electro americano, com grupos como Radio 4 e The Faint. Algum
deles, certamente, estará no cast.
Mas a boa música não estará só restrita ao eixo Rio-São
Paulo. Entre 12 e 15 de maio, em Porto Alegre e Curitiba, será
realizada a terceira edição do Natublues Festival, que trará
este ano os músicos James Blood Ulmer e Kenny Neal, entre
outros.
As grandes casas de shows têm um cardápio ainda
incipiente. O Credicard Hall, de São Paulo, traz, em fevereiro,
duas atrações: o grupo Status Quo, conjunto inglês dos anos 60,
e o cantor também inglês Bryan Ferry, ex-Roxy Music.
Será em abril que o gelo começará a derreter. É o mês do
Skol Beats, maior festival de música eletrônica do País, que
tomará de novo o Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Além da
volta já meio anunciada do DJ inglês Carl Cox, as novidades já
estão pipocando. Uma delas, confirmada, é a vinda do grupo
francês The Youngsters, que lança aqui seu disco de estréia,
Lemonorange.
A temporada erudita não será pródiga. Apenas duas
orquestras de grande porte têm presença confirmada: a da
Filadélfia, sob regência de Wolfgang Sawallisch (maio, na
programação do Mozarteum, em São Paulo), e a Orquestra Verdi de
Milão, que será regida por Riccardo Chailly (junho, Cultura
Artística, também em São Paulo).
Na área de visuais, destacar-se-ão as retrospectivas. A
primeira será do enfant terrible Hélio Oiticica (1937-1980),
cuja obra será revista em abril na Pinacoteca. Em seguida, o MAM
de São Paulo vai expor uma retrospectiva de Cândido Portinari
(1903-1962), em julho. O mestre gaúcho da pintura, Iberê Camargo
(1914-1994), será objeto de mostra retrospectiva na Pinacoteca.
Finalmente, em agosto, o foco vai para Arthur Bispo do Rosário
(1911-1989), no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.
As artes cênicas também estarão fervendo. Em fevereiro,
a atriz francesa Isabelle Huppert para o espetáculo 4.48
Psicose, de Claude Regy. Em março, Maria Adelaide Amaral
estréia Tarsila, dirigida por Sérgio Ferrara, peça que será
estrelada por Esther Góes, inspirada na vida e obra da pintora.
Na literatura, a Bienal do Livro será o destaque do ano,
de 15 a 25 de maio. Alguns convidados internacionais deverão
causar o maior frisson do evento, entre eles os escritores
Salman Rushdie e Mario Vargas Llosa.