Quarta-feira, 24 de Setembro de 2003, 18:17 | Online
OAB absolve o cantor Wilson Simonal
Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) absolveu o cantor Wilson Simonal, morto em 2000, com a fama de ter delatado colegas ao regime militar
Em julgamento simbólico, os integrantes da Comissão
Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) absolveram o cantor Wilson Simonal, morto em
2000, com a fama de ter delatado colegas ao regime militar. A pedido da família, o grupo da OAB analisou documentos da
época e concluiu que o artista não foi dedo-duro.
Para chegar ao veredicto, a comissão manteve contato com pessoas como o comediante Chico Anysio e os cantores
Ronnie Von e Jair Rodrigues.
Só podia acusar Wilson Simonal de ter sido delator do SNI (Serviço Nacional de Informações) quem não o conhecia,
escreveu Chico Anysio. Eu até admito que, por absoluta ignorância política, Simonal aceitasse vir a ser o diretor-geral do SNI, mas ser um
dedo-duro, quem o conhece sabe que ele jamais aceitaria ser. O comediante afirmou que Simonal incomodava a uns
tantos, que não suportavam ver aquele negro com a fita na cabeça, um suíngue absoluto, um ar de modéstia e ainda
cantando olhando nos olhos das moças que brigavam por um lugar nas primeiras filas exatamente para serem olhadas por
ele.
Os advogados também analisaram reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde,
por exemplo, o atual ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o cantor e compositor Caetano Veloso afirmavam que não tiveram
problemas de convivência com Simonal.
Em documento assinado em 1999, o então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, informou que em uma pesquisa
realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Inteligência do Exército, não foram encontrados
registros de que Simonal teria sido colaborador, servidor ou prestador de serviços.
Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) absolveram o cantor Wilson Simonal, morto em
2000, com a fama de ter delatado colegas ao regime militar. A pedido da família, o grupo da OAB analisou documentos da
época e concluiu que o artista não foi dedo-duro.
Para chegar ao veredicto, a comissão manteve contato com pessoas como o comediante Chico Anysio e os cantores
Ronnie Von e Jair Rodrigues.
Só podia acusar Wilson Simonal de ter sido delator do SNI (Serviço Nacional de Informações) quem não o conhecia,
escreveu Chico Anysio. Eu até admito que, por absoluta ignorância política, Simonal aceitasse vir a ser o diretor-geral do SNI, mas ser um
dedo-duro, quem o conhece sabe que ele jamais aceitaria ser. O comediante afirmou que Simonal incomodava a uns
tantos, que não suportavam ver aquele negro com a fita na cabeça, um suíngue absoluto, um ar de modéstia e ainda
cantando olhando nos olhos das moças que brigavam por um lugar nas primeiras filas exatamente para serem olhadas por
ele.
Os advogados também analisaram reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde,
por exemplo, o atual ministro da Cultura, Gilberto Gil, e o cantor e compositor Caetano Veloso afirmavam que não tiveram
problemas de convivência com Simonal.
Em documento assinado em 1999, o então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, informou que em uma pesquisa
realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Inteligência do Exército, não foram encontrados
registros de que Simonal teria sido colaborador, servidor ou prestador de serviços.