Terça-feira, 6 de Abril de 2004, 20:22 | Online

Enterro do ator Fernando Almeida será no cemitério de Irajá

A polícia ainda não tem pistas dos autores e do motivo do assassinato do ator Fernando Almeida, na madrugada do último domingo

A polícia ainda não tem pistas dos
autores e do motivo do assassinato do ator Fernando Almeida, na
madrugada do último domingo, quando esperava um ônibus na
Avenida Brasil, na altura de Padre Miguel, na zona oeste, após
ter saído de uma festa. A família dele só soube da morte hoje
(06), quando foi registrar seu desaparecimento e soube do
registro do crime na 33ª Delegacia de Polícia, em Realengo,
bairro vizinho. Seu corpo foi encontrado no Instituto Médico
Legal e será enterrado amanhã, às 12 horas, no cemitério de
Irajá, na zona norte.

Segundo a ocorrência policial, ele foi abordado por dois
homens numa moto, que lhe deram dois tiros na cabeça. Um militar
que passava chamou socorro, mas o ator morreu antes de receber
atendimento médico. Como o irmão de Fernando, Marcos, também
estava na festa, seu depoimento pode ajudar a esclarecer o
assassinato. A polícia não descarta a possibilidade do crime ter
sido praticado por vingança, pois nada foi levado do ator.

Fernando Almeida tinha 29 anos e era ator profissional
desde os 5 anos de idade, quando estreou na novela "Olhai os
Lírios do Campo", na "Rede Globo". Desde então, tornou-se um dos
atores negros mais conhecidos da televisão, pois sempre atuava
como o melhor amigo do protagonista, como seu personagem da
novela "Vale Tudo", em 1988, em que era Gildo, sócio de Raquel,
vivida por Regina Duarte, na venda de sanduíches na praia.

Ao todo, foram mais de 30 participações em novelas,
minisséries e casos especiais. Sua última atuação foi na "Globo"
como o escravo Gil, na novela "A Padroeira", em 2002. Entre
seus sucessos, estão o Gibi, de "Livre para Voar"; Lico, de "O
Outro" (onde ele era amigo da personagem de Malu Mader, uma
moradora de rua), "Chiquinha Gonzaga" (como Pedro, músico da
turma da personagem título) e "Sinhá Moça", em que era o escravo
fiel da personagem de Lucélia Santos, que vivia uma
abolicionista, na primeira novela produzida já com encomendas
para exportação, nos anos 80.

Fernando ia completar 30 anos no dia 21 de maio. Ele foi
casado com a produtora Luiza Fontenele, com quem tem um filho de
7 anos. Ela ficou surpresa com o assassinato, pois garante que
Fernando não tinha inimigos.


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