Segunda-feira, 10 de Junho de 2002, 10:20 | Online

Solicite extrato analítico para conferir dados

Os bancos fornecem o documento, mas cobram tarifa pelo serviço.

O trabalhador que tem o direito de receber as diferenças de correção dos saldos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao Plano Verão (em janeiro de 1989) e Plano Collor 1 (em março de 1990), mas não concorda com os valores que constam nos extratos enviados pela Caixa Econômica Federal, poderá solicitar um extrato analítico de sua conta ao banco depositário do fundo na época, para fazer uma comparação dos dados.

Vale lembrar que, na época dos expurgos, o FGTS ainda não estava centralizado na Caixa, e as empresas tinham a liberdade de escolher o banco onde eram feitos os depósitos. Somente em junho de 1992 foi concluído todo o processo de transferência dessas contas dos bancos para a Caixa.

Recentemente, os bancos enviaram para a Caixa os números referentes à época dos planos econômicos.

Segundo Mário Alberto Avelino, presidente do Instituto FGTS Fácil, uma das principais dificuldades para a localização de uma conta é quando a empresa nunca depositou o FGTS. Ele diz que a conta também poderá apresentar um valor menor que o esperado, se a empresa não tiver feito todos os depósitos.

Mas, para saber o que ocorreu, só mesmo solicitando o extrato analítico, que vai mostrar mês a mês a evolução do saldo do FGTS.

Para identificar o banco depositário, basta que o trabalhador consulte as anotações na sua carteira de trabalho, onde devem constar os seguintes dados: a data de opção do FGTS, o nome do banco depositário e a agência do banco.

O trabalhador poderá enfrentar alguma dificuldade para conseguir informações no caso de bancos que foram fechados ou incorporados por outras instituições. Caso não consiga a informação que deseja poderá ligar para o Banco Central. Em São Paulo o telefone é (0--11) 3491-6122. Quem estiver em outra localidade poderá ligar para 0800-992345.

Para solicitar o extrato analítico do FGTS o trabalhador deve munir-se dos seguintes documentos: carteira profissional, na qual deverá constar o nome e o CGC (atual CNPJ) da empresa, data de admissão do funcionário e de afastamento (se não estiver mais trabalhando lá), a data de opção no FGTS, o nome do banco depositário, CPF, RG e PIS.

Veja como funciona o serviço de liberação de extratos em alguns bancos:

Banco do Brasil - É cobrada uma tarifa de R$ 2,90 pelo período relativo a cada seis meses da conta. O documento é entregue no prazo de três dias úteis.

Bradesco - O serviço custa R$ 4,50 por follha e o documento é entregue em 15 dias. Essas mesmas informações valem para o BCN e Mercantil de São Paulo, que foram adquiridos pelo Bradesco.

Citibank - A tarifa cobrada pelo Citibank é de R$ 12,00 e o documento é fornecido em 10 dias. Quem mora em São Paulo deverá fazer a solicitação pessoalmente na agência da Avenida Paulista, 1.111, andar térreo. O banco só aceita procuração se for por autenticidade. Em outra cidade, o interessado poderá fazer a solicitação em agência local do Citibank.

Itaú - A solicitação deverá ser feita em uma agência do banco e é cobrada tarifa de R$ 2,90 por folha.

Real - O documento sai em 15 dias. Esse prazo vale também para o Bandepe, banco adquirido pelo Real.

Santander - Nos bancos adquiridos pelo Santander, o procedimento é o seguinte: no Banespa, a solicitação poderá ser feita nas agências do Banespa. Se a conta era no Noroeste, o interessado deverá fazer o pedido em uma agência do Santander. O documento é liberado num prazo de 10 a 15 dias.

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