Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006, 19:46 | Online

Cai a pobreza na América Latina, aponta Cepal

A taxa de pobreza na região caiu de 44% em 2002 para 39,8% em 2005, e a de miséria passou de 19,4% para 15,4%, na mesma base de comparação

A América Latina registrou no ano de 2005, pelo terceiro ano consecutivo, queda nos indicadores de pobreza e miséria no ano, segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgado nesta segunda-feira em Santiago do Chile. A taxa de pobreza na região caiu de 44% em 2002 para 39,8% em 2005, e a de miséria passou de 19,4% para 15,4%, na mesma base de comparação. Segundo a avaliação da comissão, a América Latina tem apresentado melhor desempenho econômico e social dos últimos 25 anos, principalmente no combate à pobreza.

De acordo com o estudo "Panorama Social da América Latina 2006", a região apresentou progressos na diminuição da pobreza e do desemprego, e registrou melhorias em alguns países na distribuição de renda e no aumento do número de postos de trabalho. Segundo os dados da comissão, uma tendência positiva para a América Latina pode ser observada nas quedas das taxas de pobreza e miséria.

As perspectivas da comissão para o ano de 2006 são otimistas, e a Cepal acredita que as taxas de pobreza e miséria na América Latina continuarão a cair, passando para 38,5% e 14,7%, respectivamente. Para a Cepal, os dados mostram que a região conseguirá atingir a meta da ONU de erradicar a pobreza extrema até 2015.

A comissão destacou os casos da Argentina e da Venezuela na diminuição da pobreza, além de Colômbia, Equador, México e Peru. O Brasil foi citado pela Cepal como exemplo da melhoria de vida da população em termos gerais nos últimos seis anos, assim como El Salvador, Paraguai e Peru. Na avaliação da comissão, o resultado mostra uma tendência positiva para a região, mas destacou que, apesar do progresso, os níveis de pobreza continuam altos e representam um desafio para a América Latina.

O estudo da Cepal destacou uma melhoria na geração de empregos e nos salários, mas ressaltou que o resultado não foi acompanhado por mudanças na qualidade dos empregos. O levantamento indicou que os níveis atuais de cobertura dos sistemas de previdência não têm como sustentar regimes de pensão e aposentadoria nos quais os benefícios possam ser financiados no longo prazo.
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