Terça-feira, 7 de Janeiro de 2003, 15:40 | Online

Marcelinho Carioca reforça o Vasco

O meio-campo se apresentou em São Januário e manifestou a intenção de voltar a jogar pela seleção brasileira em 2003.

O meia Marcelinho Carioca foi apresentado hoje como o novo reforço do Vasco disposto a esquecer o passado e prometendo paz, títulos, além de seu retorno à seleção brasileira. O jogador não quis fazer comentários sobre o Corinthians e seus dirigentes, mas não se cansou de elogiar a diretoria vascaína pela recepção "cordial, respeitosa e gentil". Ele não admitiu, mas deixou transparecer sua mágoa com o clube paulista.

"Contra fatos não há argumentos. O que foi fato fica cravado a vida inteira", disse Marcelinho, sem mencionar o episódio de desentendimento com o meia Ricardinho, à época em que atuavam juntos no Corinthians. Na ocasião, Marcelinho foi acusado pelos companheiros de chamar Ricardinho de "dedo-duro". "O passado não quero comentar. Visitei o Corinthians por uma questão de ética e para rever amigos." Marcelinho assinou contrato por dois anos e inicia amanhã os treinamentos com seus novos companheiros. Sobre o relacionamento com o também temperamental meia Petkovic, ele descartou a possibilidade de um desentendimento. Disse que a temporada de um ano passada no Japão, onde atuou em 2002, pelo Gamba Osaka, serviu para rever sua vida e atitudes.

A intenção de Marcelinho é a de estrear no Vasco na primeira rodada do Campeonato Estadual, contra o América, no dia 18. O Flamengo, time que o revelou, não foi esquecido pelo atleta. Ele falou que está ansioso pelo confronto e por uma vitória contra seu o ex-clube.

Outro sonho é o de retornar à seleção brasileira e para atingir seu objetivo, Marcelinho reconheceu que precisará demonstrar um bom futebol. Aos 31 anos, o atleta descartou qualquer possibilidade de encerrar sua carreira após o término de seu compromisso contratual com o Vasco.

Durante a apresentação de Marcelinho houve confronto entre torcedores que se desentenderam por motivos ignorados. Estiveram na recepção cerca de 150 torcedores e para agradar uma das facções das organizadas, o meia vestiu o boné de uma delas.
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