Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006, 20:45 | Online

Taça da Copa envolvida em polêmica

A taça Copa do Mundo Fifa desembarcou no Brasil envolvida numa polêmica: é a primeira vez que ela está no País? A Coca-Cola, responsável pela turnê mundial, que percorrerá 28
países, diz que sim. Mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirma que não. No Rio, o troféu será exibido ao público na sexta-feira e chega a São Paulo no domingo.

De acordo com a CBF, depois da conquista da Copa do Mundo de 2002, a taça original, de 36 cm de altura e 4,970 quilos de ouro maciço 18 quilates, permaneceu no Brasil, protegida em um cofre de uma empresa de segurança até o último trimestre de 2005. Na ocasião, um representante da Fifa veio ao Rio buscá-la e a levou para restauração.

Posteriormente, ela foi entregue simbolicamente pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante a cerimônia de sorteio dos grupos da Copa do Mundo, no último dia 9 de dezembro. Inclusive, o Brasil ainda aguarda o recebimento da réplica a que tem direito pela conquista do título na Coréia e Japão.

Durante sua estada no Brasil até o final de 2005, além da proteção de uma empresa de segurança, a taça ficou resguardada por um seguro
de US$ 23 milhões feito pela Fifa. E até um documentário foi feito pela entidade com o objetivo de registrar sua peregrinação por várias capitais do País.

Além da CBF, o site oficial da Fifa informa que a taça da Copa passou a permanecer sob os domínios do vencedor do Mundial até a próxima
edição da competição.

Mas a Coca-Cola argumentou que a Fifa teria frisado que é a primeira vez que a taça original
está percorrendo o mundo. Antes, saia do país-sede da Copa direto para a sede da Fifa na Suíça e o vencedor levava para casa uma réplica.

Medo – Um forte esquema de segurança foi armado, com a utilização de helicópteros, policiais, além de um aparato tecnológico moderno, para evitar o roubo da taça da Copa. Em 1983, o Brasil viveu a traumática experiência de ter a Taça Jules Rimet roubada da antiga sede da
CBF, no centro do Rio.

A Jules Rimet, conquistada definitivamente pelo Brasil pelo tricampeonato mundial, antecedeu
o atual troféu, que não pode mais ser conquistado em definitivo por nenhum país. Pelas novas regras da Copa, a taça ficará de posse da Fifa e terá espaço para gravar os nomes de seus vencedores até o ano de 2038.
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