Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006, 18:10 | Online

Taça da Copa fica intocável no Rio

A passagem da taça da Copa pelo Rio frustrou, de certa forma, os ilustres convidados para o evento desta quinta-feira, no Forte de Copacabana. O troféu não pôde ser tocado nem mesmo pelos campeões mundiais presentes: Zagallo (representando a conquista de 58), Nilton Santos (62), Carlos Alberto Torres (70), Bebeto (94) e Marcos (2002).


O evento marcou a abertura da exposição da taça da Copa no Rio, mas foi restrito a convidados. A visitação pública acontece nesta sexta-feira, das 9 às 18 horas, também no Forte de Copacabana. Depois, cumprindo sua viagem mundial - ao todo, são 31 cidades em 28 países -, o troféu segue para São Paulo, onde ficará exposto no domingo, no Hotel Transamérica.


Mas a taça permaneceu intocável neste primeiro dia de visita ao Brasil. Não adiantou nem os insistentes pedidos dos campeões mundiais. “Por que o moço que proibiu não foi lá ganhar com a gente?”, reclamou Nilton Santos. “Cheguei e falaram que eu não podia tocar. Não faz mal. Nós emprestamos a taça e a seleção brasileira vai usar a cabeça, fazendo gols com os pés, e trazê-la de volta da Alemanha”, disse Zagallo.


O goleiro Marcos, que foi titular no Mundial de 2002 e luta por uma vaga na seleção que vai para a Alemanha, reagiu com bom humor. “Não estou forçando nada com o Zagallo e o Parreira, mas, se por um acaso der alguma coisa errada e não for à Copa, pelo menos já cheguei perto da taça”, afirmou o jogador do Palmeiras.


O representante da Fifa para o Tour Mundial da taça, Thomas Von Ubrizsy, argumentou que vetar o toque no troféu é uma medida para resguardar sua restauração, ocorrida em novembro. Ele explicou que o “ácido” presente nas mãos humanas afetam os 4,970 quilos de ouro maciço de 18 quilates presentes na peça de 36 centímetros.


De acordo com Ubrizsy, “raríssimas” exceções são feitas. Uma delas vai ocorrer nesta sexta-feira, quando o capitão da seleção brasileira campeã em 1994, Dunga, vai erguer a taça na cerimônia de encerramento da exibição pública no Rio, durante o show do grupo Skank, na Praia do Flamengo, zona sul da cidade.


Dúvida – O representante da Fifa ainda colocou fim, nesta quinta-feira, a uma discordância entre a Coca-Cola, patrocinadora do evento, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com Ubrizsy, a taça original esteve de posse do Brasil até o final de 2005, como afirmou a entidade, e, por isso, não é a primeira vez que o troféu está no País, como defendeu a multinacional de refrigerantes.
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