Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2003, 15:47 | Online
Ex-dirigente bósnia é sentenciada a 11 anos de prisão
Biljana Plavsic, uma ex-líder servo-bósnia que expressou arrependimento pelos horrores infligidos a outras etnias durante a guerra na Bósnia, foi sentenciada nesta quinta-feira a 11 anos de prisão.
O juiz Richard May disse que Plavsic participou de crimes "da maior gravidade" durante a guerra na Bósnia (1992-1995) e que "seria errado dar-lhe uma misericórdia imerecida".
Mas o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), da ONU, deu-lhe mérito por declarar-se culpada e por ajudar na paz e na reconciliação, depois da guerra.
Plavsic, de 72 anos, é a política de mais alto nível da ex-Iugoslávia a ser sentenciada até agora. O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic está sendo julgado pelo mesmo tribunal, mas estima-se que seu processo se estenderá por pelo menos mais um ano.
A corte disse ter levado em conta a idade da processada e o testemunho em sua defesa apresentado pela ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright e outros, segundo os quais Plavsic desempenhou um papel importante ao implementar o acordo de paz assinado em Dayton, Ohio (EUA), em 1995.
Mas Plavsic, que era lugar-tenente do líder servo-bósnio Radovan Karadzic, fez vista grossa diante dos assassinatos, torturas e saques, disse o tribunal.
"Os crimes foram da maior gravidade. Este é o ponto de partida para determinar a sentença", explicou May.
Os especialistas calculam que mais de 200.000 pessoas tenham morrido na guerra bósnia, a maior matança presenciada pela Europa desde a 2ª Guerra Mundial, quando os sérvios lançaram uma campanha para erradicar muçulmanos e croatas das zonas dominadas pela Sérvia e criar uma Grande Sérvia.
May recordou que os bósnios foram objeto de "maus tratos, violações, torturas e massacres" em uma campanha genocida apoiada e promovida por Plavsic, para quem a promotoria havia pedido uma pena de prisão de 15 a 25 anos.
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O juiz Richard May disse que Plavsic participou de crimes "da maior gravidade" durante a guerra na Bósnia (1992-1995) e que "seria errado dar-lhe uma misericórdia imerecida".
Mas o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), da ONU, deu-lhe mérito por declarar-se culpada e por ajudar na paz e na reconciliação, depois da guerra.
Plavsic, de 72 anos, é a política de mais alto nível da ex-Iugoslávia a ser sentenciada até agora. O ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic está sendo julgado pelo mesmo tribunal, mas estima-se que seu processo se estenderá por pelo menos mais um ano.
A corte disse ter levado em conta a idade da processada e o testemunho em sua defesa apresentado pela ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright e outros, segundo os quais Plavsic desempenhou um papel importante ao implementar o acordo de paz assinado em Dayton, Ohio (EUA), em 1995.
Mas Plavsic, que era lugar-tenente do líder servo-bósnio Radovan Karadzic, fez vista grossa diante dos assassinatos, torturas e saques, disse o tribunal.
"Os crimes foram da maior gravidade. Este é o ponto de partida para determinar a sentença", explicou May.
Os especialistas calculam que mais de 200.000 pessoas tenham morrido na guerra bósnia, a maior matança presenciada pela Europa desde a 2ª Guerra Mundial, quando os sérvios lançaram uma campanha para erradicar muçulmanos e croatas das zonas dominadas pela Sérvia e criar uma Grande Sérvia.
May recordou que os bósnios foram objeto de "maus tratos, violações, torturas e massacres" em uma campanha genocida apoiada e promovida por Plavsic, para quem a promotoria havia pedido uma pena de prisão de 15 a 25 anos.