Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006, 10:18 | Online
Rússia lembra tragédia que matou 333 pessoas em escola de Beslan
Na chacina, 31 terroristas morreram, e o único capturado, Nurpasha Kulayev - para quem a Promotoria tinha pedido a pena de morte, foi condenado à prisão perpétua
Toda a Rússia lembrou nesta sexta-feira o aniversário da
tragédia ocorrida na cidade de Beslam há dois anos, quando a
ocupação de uma escola por um grupo terrorista levou à morte de 333
Pessoas.
Desde o início da manhã, centenas de pessoas foram com flores à
Escola 1 de Beslan, onde, no dia 1º de setembro de 2004, mais de mil
pessoas, entre professores, estudantes e pais de alunos, foram
seqüestradas por mais de 30 guerrilheiros chechenos.
No ginásio da escola, onde ocorreu a maioria das mortes,
sobreviventes e familiares das vítimas acenderam velas diante de
fotos dos mortos.
No próximo domingo, às 13h05 (6h05 de Brasília), toda a Ossétia
do Norte fará um minuto de silêncio em memória daqueles que perderam
a vida na tragédia.
A essa hora, no dia 3 de setembro de 2004, duas explosões no
ginásio deram início a um tiroteio entre o comando terrorista
checheno, que mantinha mais de 1.100 pessoas na escola como reféns,
e as forças de segurança russas que, então, decidiram invadir a
escola.
Como no ano passado, 333 balões de gás brancos serão lançados em
homenagem às vítimas, a última das quais morreu em um hospital no
ano passado.
Hoje, o cemitério de Beslan foi cenário de homenagens e ofícios
religiosos ortodoxos e muçulmanos. Além disso, no local foi
inaugurado um monumento aos oficiais dos destacamentos
antiterroristas que morreram na operação.
Ainda no marco das homenagens, a Orquestra Filarmônica de
Voronezh realizará amanhã um concerto na Casa de Cultura de Beslan,
onde, no domingo, importantes artistas russos participarão de um
concerto-réquiem.
Artigos de opinião e editoriais da imprensa russa destacam nesta
sexta-feira a morte, neste ano, do líder guerrilheiro checheno
Shamil Basayev, organizador do seqüestro na escola.
Com a morte do organizador e com apenas um terrorista
sobrevivente na prisão, a Rússia parece não ter conseguido dar um
fim satisfatório ao caso.
A Procuradoria Geral da Rússia informou nesta sexta-feira que prolongará até
janeiro de 2007 a investigação sobre o seqüestro e sobre os fatos
ocorridos durante a operação de resgate, que ainda não foram
esclarecidos ou publicados oficialmente.
A maioria das vítimas morreu sob os escombros do edifício e no
tiroteio entre os terroristas e as forças de segurança. Por sua vez,
sobreviventes e testemunhas acusam os militares de terem empregado
carros de combate, lança-granadas e lança-chamas na tentativa de
Resgate.
O grupo Mães de Beslan, integrado por sobreviventes e parentes
das vítimas, exige uma investigação exaustiva que determine se houve
erro ou não na atuação das autoridades e das forças de segurança.
Nenhuma das três comissões criadas para investigar os fatos
conseguiu esclarecer as circunstâncias do seqüestro ou determinar a
responsabilidade das autoridades - pelo seqüestro - e das forças de
segurança - pela caótica operação de resgate.
Alguns parentes das vítimas argumentam que as autoridades
escondem a verdade para ocultar seus erros. O objetivo delas não
teria sido salvar os reféns, mas, sim, matar os terroristas.
Segundo a versão oficial, 1.120 pessoas foram mantidas como
reféns entre os dias 1 e 3 de setembro de 2004. Durante a operação,
918 delas foram resgatadas com vida.
Até hoje, 333 pessoas morreram, duas delas em hospitais.
De acordo com outras fontes, no local da tragédia, 317 reféns
perderam a vida, entre eles 186 estudantes, 10 oficiais do serviço
secreto, dois funcionários do Ministério de Emergência e um morador
de Beslan.
Na chacina, 31 terroristas morreram, e o único guerrilheiro
capturado, Nurpasha Kulayev - para quem a Promotoria tinha pedido a
pena de morte -, foi condenado em maio à prisão perpétua.
:
tragédia ocorrida na cidade de Beslam há dois anos, quando a
ocupação de uma escola por um grupo terrorista levou à morte de 333
Pessoas.
Desde o início da manhã, centenas de pessoas foram com flores à
Escola 1 de Beslan, onde, no dia 1º de setembro de 2004, mais de mil
pessoas, entre professores, estudantes e pais de alunos, foram
seqüestradas por mais de 30 guerrilheiros chechenos.
No ginásio da escola, onde ocorreu a maioria das mortes,
sobreviventes e familiares das vítimas acenderam velas diante de
fotos dos mortos.
No próximo domingo, às 13h05 (6h05 de Brasília), toda a Ossétia
do Norte fará um minuto de silêncio em memória daqueles que perderam
a vida na tragédia.
A essa hora, no dia 3 de setembro de 2004, duas explosões no
ginásio deram início a um tiroteio entre o comando terrorista
checheno, que mantinha mais de 1.100 pessoas na escola como reféns,
e as forças de segurança russas que, então, decidiram invadir a
escola.
Como no ano passado, 333 balões de gás brancos serão lançados em
homenagem às vítimas, a última das quais morreu em um hospital no
ano passado.
Hoje, o cemitério de Beslan foi cenário de homenagens e ofícios
religiosos ortodoxos e muçulmanos. Além disso, no local foi
inaugurado um monumento aos oficiais dos destacamentos
antiterroristas que morreram na operação.
Ainda no marco das homenagens, a Orquestra Filarmônica de
Voronezh realizará amanhã um concerto na Casa de Cultura de Beslan,
onde, no domingo, importantes artistas russos participarão de um
concerto-réquiem.
Artigos de opinião e editoriais da imprensa russa destacam nesta
sexta-feira a morte, neste ano, do líder guerrilheiro checheno
Shamil Basayev, organizador do seqüestro na escola.
Com a morte do organizador e com apenas um terrorista
sobrevivente na prisão, a Rússia parece não ter conseguido dar um
fim satisfatório ao caso.
A Procuradoria Geral da Rússia informou nesta sexta-feira que prolongará até
janeiro de 2007 a investigação sobre o seqüestro e sobre os fatos
ocorridos durante a operação de resgate, que ainda não foram
esclarecidos ou publicados oficialmente.
A maioria das vítimas morreu sob os escombros do edifício e no
tiroteio entre os terroristas e as forças de segurança. Por sua vez,
sobreviventes e testemunhas acusam os militares de terem empregado
carros de combate, lança-granadas e lança-chamas na tentativa de
Resgate.
O grupo Mães de Beslan, integrado por sobreviventes e parentes
das vítimas, exige uma investigação exaustiva que determine se houve
erro ou não na atuação das autoridades e das forças de segurança.
Nenhuma das três comissões criadas para investigar os fatos
conseguiu esclarecer as circunstâncias do seqüestro ou determinar a
responsabilidade das autoridades - pelo seqüestro - e das forças de
segurança - pela caótica operação de resgate.
Alguns parentes das vítimas argumentam que as autoridades
escondem a verdade para ocultar seus erros. O objetivo delas não
teria sido salvar os reféns, mas, sim, matar os terroristas.
Segundo a versão oficial, 1.120 pessoas foram mantidas como
reféns entre os dias 1 e 3 de setembro de 2004. Durante a operação,
918 delas foram resgatadas com vida.
Até hoje, 333 pessoas morreram, duas delas em hospitais.
De acordo com outras fontes, no local da tragédia, 317 reféns
perderam a vida, entre eles 186 estudantes, 10 oficiais do serviço
secreto, dois funcionários do Ministério de Emergência e um morador
de Beslan.
Na chacina, 31 terroristas morreram, e o único guerrilheiro
capturado, Nurpasha Kulayev - para quem a Promotoria tinha pedido a
pena de morte -, foi condenado em maio à prisão perpétua.