Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2001, 15:57 | Online
PolÃcia vê sinal de corrupção em seqüestro
Delegado diz que "muita informação vazou" do presÃdio de onde cinco detentos foram libertados depois do seqüestro da famÃlia do diretor.
A PolÃcia Civil aponta indÃcios de envolvimento de funcionários da Penitenciária de Araraquara, no interior de São Paulo, com a quadrilha que, sábado à tarde, seqüestrou a famÃlia do diretor Leandro Pereira e exigiu a libertação de cinco presos. Para salvar os familiares, Pereira seguiu a determinação. De acordo com o delegado Gerson Guido Mattioli, que responde pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara e conduz o inquérito, dois fatos reforçam esses indÃcios de "corrupção".
O primeiro é que Márcio Henrique Evaristo, o Nenê, um dos cinco presos libertados sábado, saiu da cela usando um telefone celular e conversando com a quadrilha. Para o delegado Mattioli, isso demonstra que algum funcionário estaria "passando coisas para dentro da penitenciária".
O segundo é que Nenê, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que lidera ações criminosas dentro e fora do sistema penitenciário do Estado de São Paulo, seria transferido amanhã da Penitenciária de Araraquara. "Ele sabia da transferência", revelou o delegado. "Muita coisa está vazando." Além de Nenê, foram soltos os presos Edson do Nascimento, Luiz Carlos Bento Tavares, Alexandre Francisco Sandorf e Jadiel Lourenço da Silva.
Segundo Mattioli, todas as delegacias especializadas da PolÃcia Civil do Estado de São Paulo estão mobilizadas para capturar os criminosos "em questão de horas ou de alguns dias". "à um ponto de honra", afirmou. Ele informou que as investigações apontam para a atuação efetiva do PCC na ação que culminou com a libertação dos cinco presos em Araraquara. O corregedor da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária Clayton Alfredo Nunes, foi designado para apurar o caso.
Conversa
No final da tarde de domingo, o delegado Gerson Mattioli conversou com o diretor da Penitenciária, Leandro Pereira, durante mais de duas horas. Durante o seqüestro os familiares de Pereira ficaram em uma casa de São Carlos, invadida pelos bandidos e transformada em cativeiro. "Pereira contou que pensou primeiro na famÃlia e decidiu assumir o risco de fazer aquilo (liberar os presos)", disse Mattioli.
O delegado acredita que, em tese, houve uma precipitação do diretor da penitenciária em não ter comunicado o seqüestro à PolÃcia assim que tomou o conhecimento do fato. "Talvez porque isso não havia acontecido antes (em Araraquara)", justificou o policial da DIG.
:
O primeiro é que Márcio Henrique Evaristo, o Nenê, um dos cinco presos libertados sábado, saiu da cela usando um telefone celular e conversando com a quadrilha. Para o delegado Mattioli, isso demonstra que algum funcionário estaria "passando coisas para dentro da penitenciária".
O segundo é que Nenê, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que lidera ações criminosas dentro e fora do sistema penitenciário do Estado de São Paulo, seria transferido amanhã da Penitenciária de Araraquara. "Ele sabia da transferência", revelou o delegado. "Muita coisa está vazando." Além de Nenê, foram soltos os presos Edson do Nascimento, Luiz Carlos Bento Tavares, Alexandre Francisco Sandorf e Jadiel Lourenço da Silva.
Segundo Mattioli, todas as delegacias especializadas da PolÃcia Civil do Estado de São Paulo estão mobilizadas para capturar os criminosos "em questão de horas ou de alguns dias". "à um ponto de honra", afirmou. Ele informou que as investigações apontam para a atuação efetiva do PCC na ação que culminou com a libertação dos cinco presos em Araraquara. O corregedor da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária Clayton Alfredo Nunes, foi designado para apurar o caso.
Conversa
No final da tarde de domingo, o delegado Gerson Mattioli conversou com o diretor da Penitenciária, Leandro Pereira, durante mais de duas horas. Durante o seqüestro os familiares de Pereira ficaram em uma casa de São Carlos, invadida pelos bandidos e transformada em cativeiro. "Pereira contou que pensou primeiro na famÃlia e decidiu assumir o risco de fazer aquilo (liberar os presos)", disse Mattioli.
O delegado acredita que, em tese, houve uma precipitação do diretor da penitenciária em não ter comunicado o seqüestro à PolÃcia assim que tomou o conhecimento do fato. "Talvez porque isso não havia acontecido antes (em Araraquara)", justificou o policial da DIG.