Quinta-feira, 14 de Março de 2002, 20:12 | Online
Ex-deputado é condenado a 23 anos de prisão no MA
O ex-deputado estadual, José Gerardo de Abreu (PPB-MA), foi condenado na madrugada desta quinta-feira a 23 anos de prisão. José Gerardo é acusado de ser o mandante do assassinato do delegado de polÃcia Stênio Mendonça, em 25 de maio de 1997, no Maranhão. O ex-deputado também foi condenado por formação de quadrilha.
Ele deverá cumprir a pena em regime fechado na Penitenciária AgrÃcola de Pedrinhas, em São LuÃs. O julgamento de José Gerardo demorou cerca de 44 horas e foi o mais longo da história do Maranhão. Duas testemunhas de acusação, João José Soares Costa e MarÃlia Mendonça, viúva do delegado assassinado, foram fundamentais para que a promotoria conseguisse condenar o ex-deputado.
Costa afirmou que José Gerardo e o empreiteiro Joaquim Laurixto, que também está preso no quartel da PM em São LuÃs, foram os mandantes do crime, praticado pelo ex-policial cabo Cruz, com a ajuda de José Júlio Rodrigues e Carlos Antônio Maia. Segundo Costa, os assassinos receberam cerca de R$ 200 mil pela morte do delegado.
Já a viúva de Mendonça declarou que o delegado recebeu várias ameaças de morte por telefone durante o mês de maio de 1997. Mendonça foi o responsável pela investigação de vários casos de roubos de cargas no interior do Maranhão. O delegado encontrou durante a investigação uma carreta roubada que estava guardada na garagem de uma casa que pertencia ao então deputado José Gerardo e tinha sido alugada ao também deputado estadual Francisco Uchoa Marinho, conhecido como "Chico CaÃca".
Na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado que aconteceu em 1999 no Maranhão, os dois deputados foram apontados como lÃderes de quadrilhas que roubavam cargas de caminhão no Estado. José Geraldo também foi acusado de ser chefe do tráfico de cocaÃna que vinha da BolÃvia para o Maranhão. Ainda em 1999, os dois deputados foram cassados pela Assembléia Legislativa maranhense e perderam seus direitos polÃticos por oito anos.
:
Ele deverá cumprir a pena em regime fechado na Penitenciária AgrÃcola de Pedrinhas, em São LuÃs. O julgamento de José Gerardo demorou cerca de 44 horas e foi o mais longo da história do Maranhão. Duas testemunhas de acusação, João José Soares Costa e MarÃlia Mendonça, viúva do delegado assassinado, foram fundamentais para que a promotoria conseguisse condenar o ex-deputado.
Costa afirmou que José Gerardo e o empreiteiro Joaquim Laurixto, que também está preso no quartel da PM em São LuÃs, foram os mandantes do crime, praticado pelo ex-policial cabo Cruz, com a ajuda de José Júlio Rodrigues e Carlos Antônio Maia. Segundo Costa, os assassinos receberam cerca de R$ 200 mil pela morte do delegado.
Já a viúva de Mendonça declarou que o delegado recebeu várias ameaças de morte por telefone durante o mês de maio de 1997. Mendonça foi o responsável pela investigação de vários casos de roubos de cargas no interior do Maranhão. O delegado encontrou durante a investigação uma carreta roubada que estava guardada na garagem de uma casa que pertencia ao então deputado José Gerardo e tinha sido alugada ao também deputado estadual Francisco Uchoa Marinho, conhecido como "Chico CaÃca".
Na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado que aconteceu em 1999 no Maranhão, os dois deputados foram apontados como lÃderes de quadrilhas que roubavam cargas de caminhão no Estado. José Geraldo também foi acusado de ser chefe do tráfico de cocaÃna que vinha da BolÃvia para o Maranhão. Ainda em 1999, os dois deputados foram cassados pela Assembléia Legislativa maranhense e perderam seus direitos polÃticos por oito anos.