Quarta-feira, 11 de Abril de 2007, 21:28 | Online

Motos ganham tecnologia flex

Mas só devem chegar ao mercado em 2009

A Delphi mostra na Automec - feira de componentes e serviços automotivos voltada para profissionais do setor -, que vai até sábado, no Anhembi, a tecnologia bicombustível para motos com injeção eletrônica. Batizada de Multifuel, deve chegar ao mercado em cerca de dois anos e permitirá a utilização de álcool e/ou gasolina em qualquer proporção no tanque, assim como já ocorre nos carros nacionais.


O lançamento está vinculado à legislação que determina a redução da emissão de poluentes por motos que entra em vigor no País no início de 2009. “O sistema já está pronto e testado. Só falta a aprovação das montadoras”, diz Gábor Deák, presidente da empresa na América do Sul.


Segundo a Delphi, foram feitas algumas alterações para as motos rodarem com álcool. Entre eles houve adequação da taxa de compressão, desenvolvimento de bombas de combustível e atualização do software de calibração do sistema de injeção eletrônica. Os componentes que entram em contato com o combustível também foram protegidos para poder funcionar com álcool.


Roberto Stein, diretor de Engenharia da Delphi na América do Sul, garante que o aumento de consumo com a utilização de álcool é similar ao dos carros flexíveis: entre 20% e 30%. “A utilização de injeção eletrônica nos ajudou no desenvolvimento do sistema. Como as motos não possuem tanque de partida a frio, recomendamos duas formas de evitar problemas quando a temperatura estiver abaixo de 10ºC. Em modelos pequenos o condutor deve adicionar meio litro de gasolina ao abastecer com álcool. Já para motos maiores, teremos um aquecedor de combustível.”


Bosch também está de olho nas motos
Com princípio de funcionamento muito parecido, a Bosch também testa um sistema bicombustível para motos: “Há pesquisas em andamento”, afirma Fábio Ferreira, gerente de Desenvolvimento da empresa. O conjunto de itens também tem injeção, bomba de combustível, sistema de ignição apropriado para trabalhar com a variação do combustível (para adiantar ou atrasar o ponto) e sonda lambda, que “lê” o combustível que está sendo queimado naquele momento e transmite essa informação a uma central eletrônica.

De acordo com Ferreira, a Bosch também não dotou essa moto com dispositivo de partida a frio. “O ideal será um sistema que dispense o reservatório de gasolina”, admite Ferreira. Embora as montadoras ainda não empreguem nos carros, já existem sistemas de partida a frio que preaquecem o álcool e assim dispensam a utilização de gasolina.

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