Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006, 10:47 | Online
Indústria fonográfica processará piratas digitais no Brasil
Entidade que representa a indústria fonográfica deflagrou ações no Brasil que fazem parte de esforço mundial contra a pirataria digital
Pela primeira vez, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) entrará na Justiça contra internautas que baixam e disponibilizam músicas ilegalmente na rede. Vinte pessoas serão processadas, a princípio.
O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países líderes neste tipo de pirataria. Em 2005, cerca de 3 milhões de brasileiros fizeram download de mais de um bilhão de músicas sem pagar por elas, segundo pesquisa feita a pedido da ABPD.
A entidade segue o exemplo da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que representa 1.500 gravadoras de 80 nacionalidades e combate os piratas digitais em todo o mundo. A federação já acionou 20 mil pessoas, em 17 países. Nesta terça, seu presidente, John Kennedy, se uniu ao diretor geral da ABPD, Paulo Rosa, para lançar uma campanha nacional contra a prática.
Serão enviadas mensagens instantâneas avisando dos riscos que os usuários correm. "Queremos mostrar que não há diferença entre baixar música e entrar numa loja e roubar um CD", disse Kennedy. A ABPD também vai distribuir um guia para alertar pais de jovens (que podem ser responsabilizados caso seus filhos sejam descobertos baixando músicas).
Realizada pelo Instituto Ipsos, a pesquisa encomendada pela associação, que ouviu 1.209 pessoas em dez regiões metropolitanas, entre elas Rio e São Paulo, mostrou que 59% dos piratas têm entre 15 e 24 anos.
A maior concentração deles, como era de se esperar, está nas classes A e B. Paulo Rosa explicou que as pessoas que sofrerão as ações - que visam a reparações por danos materiais - se apropriaram de milhares de músicas.
A ABPD chegou a elas através de seus endereços IP (internet protocol), números que identificam os computadores na rede. Não há intenção de levar os casos à esfera criminal.
Conscientização
Com as ações, afirmou Rosa, a associação quer a conscientização dos usuários. "A grande rede não pode ser transformada numa terra de ninguém, onde se pode tudo". Ele lembrou que existem 350 sites no mundo onde se pode adquirir música legalmente.
Os números da pirataria no Brasil superam em muito a indústria fonográfica formal, cuja receita encolheu 13% em 2005. As músicas baixadas gratuitamente, somadas aos discos piratas vendidos nas ruas, equivalem a 115 milhões de CDs; já os CDs legais somam 55 milhões - a metade, portanto, do universo ilegal.
A IFPI acredita que aqueles que se apossam de músicas na internet têm a exata noção de que estão cometendo um crime. Continuam porque não acreditam que sofrerão qualquer tipo de punição.
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O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países líderes neste tipo de pirataria. Em 2005, cerca de 3 milhões de brasileiros fizeram download de mais de um bilhão de músicas sem pagar por elas, segundo pesquisa feita a pedido da ABPD.
A entidade segue o exemplo da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que representa 1.500 gravadoras de 80 nacionalidades e combate os piratas digitais em todo o mundo. A federação já acionou 20 mil pessoas, em 17 países. Nesta terça, seu presidente, John Kennedy, se uniu ao diretor geral da ABPD, Paulo Rosa, para lançar uma campanha nacional contra a prática.
Serão enviadas mensagens instantâneas avisando dos riscos que os usuários correm. "Queremos mostrar que não há diferença entre baixar música e entrar numa loja e roubar um CD", disse Kennedy. A ABPD também vai distribuir um guia para alertar pais de jovens (que podem ser responsabilizados caso seus filhos sejam descobertos baixando músicas).
Realizada pelo Instituto Ipsos, a pesquisa encomendada pela associação, que ouviu 1.209 pessoas em dez regiões metropolitanas, entre elas Rio e São Paulo, mostrou que 59% dos piratas têm entre 15 e 24 anos.
A maior concentração deles, como era de se esperar, está nas classes A e B. Paulo Rosa explicou que as pessoas que sofrerão as ações - que visam a reparações por danos materiais - se apropriaram de milhares de músicas.
A ABPD chegou a elas através de seus endereços IP (internet protocol), números que identificam os computadores na rede. Não há intenção de levar os casos à esfera criminal.
Conscientização
Com as ações, afirmou Rosa, a associação quer a conscientização dos usuários. "A grande rede não pode ser transformada numa terra de ninguém, onde se pode tudo". Ele lembrou que existem 350 sites no mundo onde se pode adquirir música legalmente.
Os números da pirataria no Brasil superam em muito a indústria fonográfica formal, cuja receita encolheu 13% em 2005. As músicas baixadas gratuitamente, somadas aos discos piratas vendidos nas ruas, equivalem a 115 milhões de CDs; já os CDs legais somam 55 milhões - a metade, portanto, do universo ilegal.
A IFPI acredita que aqueles que se apossam de músicas na internet têm a exata noção de que estão cometendo um crime. Continuam porque não acreditam que sofrerão qualquer tipo de punição.