Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2002, 14:57 | Online
Desmatamento coloca Brasil entre os maiores emissores
Informação é resultado do Inventário Brasileiro de Emissões, que será apresentado em breve ao Congresso Nacional
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE), Sérgio Besserman Vianna, o Inventário Brasileiro de Emissões está praticamente pronto e deverá ser apresentado em breve ao Congresso Nacional. A informação foi dada hoje, durante a inauguração do novo escritório do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que funcionará na sede do IBGE em São Paulo.
Coordenado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, o inventário é condição para o Brasil poder ratificar o Protocolo de Kyoto, o que deve acontecer, conforme determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso, antes da Conferência Mundial do Meio Ambiente (Rio+10), em setembro, em Joanesburgo, Ãfrica do Sul. Esse tratado estabelece compromissos concretos para os paÃses desenvolvidos no que tange à redução de gases causadores do efeito estufa e entrará em vigor quando 55 paÃses o ratificarem.
Conforme Fábio Feldmann, secretário executivo do Fórum de Mudanças Climáticas, embora o Brasil não esteja na lista dos paÃses que têm obrigação de diminuir as emissões dos gases do efeito estufa, Âo inventário vai mostrar que o PaÃs está entre os dez maiores emissores do mundo, por conta do desmatamento na AmazôniaÂ. Isso porque, mesmo tendo a maior parte de sua matriz energética hÃdrica, considerada limpa, ao queimar a floresta o paÃs libera na atmosfera uma enorme quantidade de carbono, o principal dos gases do efeito estufa.
A localização da sede paulista do Fórum, que tem também escritório em BrasÃlia, deve-se ao fato do IBGE ser o futuro depositário do Inventário Brasileiro de Emissões. ÂO Instituto será responsável pela manutenção do banco de dados e pela divulgação do inventário. Além disso, dará suporte para sua atualização, que continuará a depender de várias instituiçõesÂ, explica Vianna.
Criado pelo governo para mobilizar a sociedade para a discussão sobre os problemas decorrentes da mudança do clima por gases de efeito estufa, o Fórum tem ainda a missão de conseguir incluir esse tema nas polÃticas públicas do PaÃs. ÂA temperatura na Terra deverá subir mais de 3,5o C nos próximos 100 anos, o que faz das mudanças climáticas o grande desafio de humanidade neste séculoÂ, diz Feldmann.
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Coordenado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, o inventário é condição para o Brasil poder ratificar o Protocolo de Kyoto, o que deve acontecer, conforme determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso, antes da Conferência Mundial do Meio Ambiente (Rio+10), em setembro, em Joanesburgo, Ãfrica do Sul. Esse tratado estabelece compromissos concretos para os paÃses desenvolvidos no que tange à redução de gases causadores do efeito estufa e entrará em vigor quando 55 paÃses o ratificarem.
Conforme Fábio Feldmann, secretário executivo do Fórum de Mudanças Climáticas, embora o Brasil não esteja na lista dos paÃses que têm obrigação de diminuir as emissões dos gases do efeito estufa, Âo inventário vai mostrar que o PaÃs está entre os dez maiores emissores do mundo, por conta do desmatamento na AmazôniaÂ. Isso porque, mesmo tendo a maior parte de sua matriz energética hÃdrica, considerada limpa, ao queimar a floresta o paÃs libera na atmosfera uma enorme quantidade de carbono, o principal dos gases do efeito estufa.
A localização da sede paulista do Fórum, que tem também escritório em BrasÃlia, deve-se ao fato do IBGE ser o futuro depositário do Inventário Brasileiro de Emissões. ÂO Instituto será responsável pela manutenção do banco de dados e pela divulgação do inventário. Além disso, dará suporte para sua atualização, que continuará a depender de várias instituiçõesÂ, explica Vianna.
Criado pelo governo para mobilizar a sociedade para a discussão sobre os problemas decorrentes da mudança do clima por gases de efeito estufa, o Fórum tem ainda a missão de conseguir incluir esse tema nas polÃticas públicas do PaÃs. ÂA temperatura na Terra deverá subir mais de 3,5o C nos próximos 100 anos, o que faz das mudanças climáticas o grande desafio de humanidade neste séculoÂ, diz Feldmann.