Quarta-feira, 27 de Março de 2002, 09:29 | Online
Relação dos terremotos com bombardeios é descartada
Série de terremotos que abalaram o Afeganistão neste mês não poderiam ser deflagrados pelas bombas americanas, segundo especialista francês
A série de terremotos, que desde a noite de segunda feira abala a região de Hindu Kush, a cerca de 160 km ao norte de Cabul, no Afeganistão, não está relacionada aos bombardeios norte-americanos. Em entrevista à Agência Estado, via Internet, o fÃsico François Thouvenot, responsável pela Rede Sismalp, com sede em Grenoble, na França, afirmou que os abalos sÃsmicos no Afeganistão são acontecimentos naturais, produzidos a grandes profundidades e, por isso, não estão relacionados à s bombas. Apenas tremores e acomodações de terreno superficiais poderiam, eventualmente, ser deflagrados pelos bombardeios.
"Nesta região do mundo se produzem abalos sÃsmicos muito freqüentes e os dois últimos só provocaram grande interesse dos jornais, rádios e TVs porque o Afeganistão está em foco e porque ocorreram mortes", observou Thouvenot. A relação com os bombardeios chegou a ser divulgada por agências de notÃcias internacionais, no inÃcio do mês, quando se registrou um terremoto de 7,4 graus na escala Richter, na mesma região de Hindu Kush, atingida novamente nesta semana por um terremoto de 6,1 graus, com abalos menores entre 4,4 e 5 graus. No entanto, o epicentro do terremoto de 3 de março estava a 256km de profundidade e o atual a 33km, o que é uma evidência de que o fenômeno é natural, associado ao choque de placas tectônicas.
Segundo o fÃsico francês, estatisticamente se produz pelo menos um terremoto de magnitude 7 por mês, em todo o mundo, e os abalos de 6 graus ocorrem a cada 3 dias. A maioria, felizmente, a grandes profundidades ou sob os oceanos. Tremores secundários sempre se seguem a terremotos de grande magnitude, devido à acomodação do terreno.
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"Nesta região do mundo se produzem abalos sÃsmicos muito freqüentes e os dois últimos só provocaram grande interesse dos jornais, rádios e TVs porque o Afeganistão está em foco e porque ocorreram mortes", observou Thouvenot. A relação com os bombardeios chegou a ser divulgada por agências de notÃcias internacionais, no inÃcio do mês, quando se registrou um terremoto de 7,4 graus na escala Richter, na mesma região de Hindu Kush, atingida novamente nesta semana por um terremoto de 6,1 graus, com abalos menores entre 4,4 e 5 graus. No entanto, o epicentro do terremoto de 3 de março estava a 256km de profundidade e o atual a 33km, o que é uma evidência de que o fenômeno é natural, associado ao choque de placas tectônicas.
Segundo o fÃsico francês, estatisticamente se produz pelo menos um terremoto de magnitude 7 por mês, em todo o mundo, e os abalos de 6 graus ocorrem a cada 3 dias. A maioria, felizmente, a grandes profundidades ou sob os oceanos. Tremores secundários sempre se seguem a terremotos de grande magnitude, devido à acomodação do terreno.