Terça-feira, 25 de Junho de 2002, 10:18 | Online

Estudo mostra impacto da degradação na saúde do brasileiro

Pesquisa mostra que, na década de 90, em São Paulo, houve um aumento de 30% do número de mortes por doenças respiratórias em crianças de até 5 anos

A degradação ambiental tem impacto negativo direto na saúde e na qualidade
de vida da população brasileira, segundo resultados preliminares de um relatório que será
divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na Cúpula Mundial de Desenvolvimento
Sustentável, em Johannesburgo.

O estudo, chamado de GEO Brasil, feito com a mesma metodologia do GEO
Mundial (Perspectivas Globais para o Meio Ambiente, feito periodicamente pela ONU), é o
mais completo levantamento já realizado sobre informações ambientais do País e servirá de
base para políticas públicas e futuros estudos sobre o tema.

A pesquisa mostra que, na década de 90, em São Paulo, houve um aumento de
30% do número de mortes por doenças respiratórias em crianças de até 5 anos.

Cerca de 10% das internações por doenças respiratórias estão relacionadas com
elevadas concentrações de poluição. O texto menciona três regiões metropolitanas que
têm índices de qualidade de ar bem acima dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial
de Saúde (OMS): Grande São Paulo, Cubatão e Grande Rio.

O texto cita também os problemas enfrentados pelas inundações. Apenas em 2000,
cerca de 1,7 milhão de brasileiros foram afetados pelas enchentes. O relatório menciona
ainda uma média de 50 mortes por ano, na década de 90, por causa de deslizamentos.

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