Quarta-feira, 18 de Setembro de 2002, 17:22 | Online
PrÃncipe Charles defende aves marinhas
Herdeiro do trono britânico endossa campanha para reduzir a captura involuntária de albatrozes e petréis em linhas de pesca, durante reunião na Alemanha
A campanha mundial para evitar a captura involuntária de aves marinhas em linhas de pesca industrial, em alto mar, ganhou hoje a adesão do prÃncipe Charles, que defendeu medidas preventivas, ao dirigir-se aos participantes da reunião sobre a Convenção de Espécies Migratórias (CMS), em Bonn, na Alemanha.
A reunião vai tratar da conservação de 36 espécies de aves migratórias, até o próximo dia 24, e a intenção da campanha é conseguir que cinco paÃses ratifiquem o Acordo de Conservação de Albatrozes e Petréis, os dois gêneros de aves mais afetadas pela pesca. O acordo foi assinado por 8 paÃses, mas até agora, só Austrália e Nova Zelândia fizeram a ratificação.
Os albatrozes estão entre as maiores aves marinhas, chegando a ter 2 metros de envergadura de asas. São 24 espécies conhecidas, quase todas com o peito branco e o dorso e a parte superior das asas negros, bico escuro e patas amarelas. Os petréis são parecidos, mas um pouco menores.
Os dois gêneros são capturados, de forma involuntária, em equipamentos de pesca abandonados ou em espinhéis, linhas com vários anzóis, usadas na pesca oceânica, que às vezes se estendem por 130 km. As aves ficam presas nos anzóis após abocanhar as iscas, debatendo-se até morrer.
O número de albatrozes mortos em espinhéis, por ano, é estimado em 300 mil, em todo o mundo. No Brasil, são pelo menos 1.600. Não há estimativas quanto ao número de petréis. Os dois gêneros de aves distribuem-se pelo território de 15 paÃses e considera-se que dois terços das espécies estejam ameaçados de extinção. Uma delas, o albatroz da Ilha Amsterdã, já está reduzida a apenas 90 indivÃduos.
A preocupação maior é com a pesca nos oceanos do Hemisfério Sul, sobretudo devido à intensificação na captura de uma espécie de peixe do Cone Sul, região da Patagônia, do lado PacÃfico. Mas tem havido um aumento no número de espinhéis usados também no PacÃfico Norte.
Para evitar a captura involuntária, já existem medidas simples, de baixo custo, como o uso do espantalho marinho e o congelamento ou tingimento das iscas. Quando congeladas, as iscas afundam rápido e ficam menos visÃveis para as aves. No tingimento são usados corantes alimentÃcios azuis, tornando as iscas difÃceis de distinguir na superfÃcie do mar. Outra alternativa é colocar os espinhéis à noite, quando as aves estão descansando, ou usar tubos especiais, que colocam as linhas diretamente debaixo dÂágua. Há notÃcias de que, em alguns casos, o uso destas técnicas implica no aumento da captura de peixes, que antes se afastavam devido ao debater das aves ao longo das linhas.
Em seu discurso, o prÃncipe Charles fez um apelo à Âcomunidade mundial, e especialmente aos governos dos paÃses pelos quais estas aves se distribuem e aqueles com frotas pesqueiras relevantes, para que ratifiquem o acordo e trabalhem para reduzir os fatores, que levaram estas esplêndidas aves à beira da extinçãoÂ.
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A reunião vai tratar da conservação de 36 espécies de aves migratórias, até o próximo dia 24, e a intenção da campanha é conseguir que cinco paÃses ratifiquem o Acordo de Conservação de Albatrozes e Petréis, os dois gêneros de aves mais afetadas pela pesca. O acordo foi assinado por 8 paÃses, mas até agora, só Austrália e Nova Zelândia fizeram a ratificação.
Os albatrozes estão entre as maiores aves marinhas, chegando a ter 2 metros de envergadura de asas. São 24 espécies conhecidas, quase todas com o peito branco e o dorso e a parte superior das asas negros, bico escuro e patas amarelas. Os petréis são parecidos, mas um pouco menores.
Os dois gêneros são capturados, de forma involuntária, em equipamentos de pesca abandonados ou em espinhéis, linhas com vários anzóis, usadas na pesca oceânica, que às vezes se estendem por 130 km. As aves ficam presas nos anzóis após abocanhar as iscas, debatendo-se até morrer.
O número de albatrozes mortos em espinhéis, por ano, é estimado em 300 mil, em todo o mundo. No Brasil, são pelo menos 1.600. Não há estimativas quanto ao número de petréis. Os dois gêneros de aves distribuem-se pelo território de 15 paÃses e considera-se que dois terços das espécies estejam ameaçados de extinção. Uma delas, o albatroz da Ilha Amsterdã, já está reduzida a apenas 90 indivÃduos.
A preocupação maior é com a pesca nos oceanos do Hemisfério Sul, sobretudo devido à intensificação na captura de uma espécie de peixe do Cone Sul, região da Patagônia, do lado PacÃfico. Mas tem havido um aumento no número de espinhéis usados também no PacÃfico Norte.
Para evitar a captura involuntária, já existem medidas simples, de baixo custo, como o uso do espantalho marinho e o congelamento ou tingimento das iscas. Quando congeladas, as iscas afundam rápido e ficam menos visÃveis para as aves. No tingimento são usados corantes alimentÃcios azuis, tornando as iscas difÃceis de distinguir na superfÃcie do mar. Outra alternativa é colocar os espinhéis à noite, quando as aves estão descansando, ou usar tubos especiais, que colocam as linhas diretamente debaixo dÂágua. Há notÃcias de que, em alguns casos, o uso destas técnicas implica no aumento da captura de peixes, que antes se afastavam devido ao debater das aves ao longo das linhas.
Em seu discurso, o prÃncipe Charles fez um apelo à Âcomunidade mundial, e especialmente aos governos dos paÃses pelos quais estas aves se distribuem e aqueles com frotas pesqueiras relevantes, para que ratifiquem o acordo e trabalhem para reduzir os fatores, que levaram estas esplêndidas aves à beira da extinçãoÂ.