Terça-feira, 6 de Abril de 2004, 13:12 | Online
Satélite consegue medir umidade da Floresta Amazônica
Sistema capta quantidade de água nas folhas e permite calcular absorção de gás carbônico
Cientistas americanos podem ter desenvolvido uma importante ferramenta para medir, a partir do espaço, o estado de saúde da floresta amazônica. Pela primeira vez, conseguiram calcular via satélite as condições de vulnerabilidade ao fogo (stress hÃdrico) e absorção de gás carbônico  parâmetros que até agora só podiam ser medidos localmente, por sensores em terra.
O estudo, publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, abre caminho para um processo de monitoramento em larga escala das condições hÃdricas da floresta. O sistema utiliza um satélite da Nasa para medir a radiação que é refletida de volta ao espaço pela vegetação.
Com base nesses dados, os cientistas criaram um modelo pelo qual é possÃvel estimar a quantidade de água que está presente nas folhas  o que influi diretamente sobre a fotossÃntese e, conseqüentemente, sobre a quantidade de gás carbônico que a floresta pode absorver. ÂPodemos mapear a produtividade da florestaÂ, disse ao Estado o pesquisador Dan Nepstad, do Woods Hole Research Center, nos EUA, e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), no Pará.
Os autores buscam pistas sobre a maior incógnita climática da Amazônia: se ela funciona como um sumidouro ou como uma fonte de carbono. ÂSe cada hectare da Amazônia deixasse de absorver uma tonelada de carbono, isso já seria suficiente para anular qualquer benefÃcio em potencial do Protocolo de KyotoÂ, avaliou Nepstad.
O trabalho faz parte do projeto internacional LBA e utiliza dados do projeto SECA Floresta, no qual os cientistas simulam condições de stress hÃdrico cobrindo o solo com plástico. Além das informações sobre carbono, o sistema via satélite permite determinar a suscetibilidade da vegetação ao fogo e pode, portanto, servir para a prevenção a incêndios, aponta Nepstad. O autor principal do estudo é Gregory Asner, da Instituição Carnegie de Washington.
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O estudo, publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, abre caminho para um processo de monitoramento em larga escala das condições hÃdricas da floresta. O sistema utiliza um satélite da Nasa para medir a radiação que é refletida de volta ao espaço pela vegetação.
Com base nesses dados, os cientistas criaram um modelo pelo qual é possÃvel estimar a quantidade de água que está presente nas folhas  o que influi diretamente sobre a fotossÃntese e, conseqüentemente, sobre a quantidade de gás carbônico que a floresta pode absorver. ÂPodemos mapear a produtividade da florestaÂ, disse ao Estado o pesquisador Dan Nepstad, do Woods Hole Research Center, nos EUA, e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), no Pará.
Os autores buscam pistas sobre a maior incógnita climática da Amazônia: se ela funciona como um sumidouro ou como uma fonte de carbono. ÂSe cada hectare da Amazônia deixasse de absorver uma tonelada de carbono, isso já seria suficiente para anular qualquer benefÃcio em potencial do Protocolo de KyotoÂ, avaliou Nepstad.
O trabalho faz parte do projeto internacional LBA e utiliza dados do projeto SECA Floresta, no qual os cientistas simulam condições de stress hÃdrico cobrindo o solo com plástico. Além das informações sobre carbono, o sistema via satélite permite determinar a suscetibilidade da vegetação ao fogo e pode, portanto, servir para a prevenção a incêndios, aponta Nepstad. O autor principal do estudo é Gregory Asner, da Instituição Carnegie de Washington.