Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007, 19:11 | Online
Médicos britânicos sugerem utilização de ópio afegão
Associação propõe o uso da droga produzida no Afeganistão para fins medicinais
A Associação Médica Britânica sugeriu
a utilização do ópio que se cultiva ilegalmente no Afeganistão
para produzir diamorfina, um anestésico para o qual é difÃcil encontrar fornecedores no Reino Unido.
Em declarações à rede pública BBC, a diretora de Ciência e
Ãtica da organização, Vivienne Nathanson, disse que utilizar a
colheita afegã para esse fim, ao invés de destruÃ-la, como ocorre
atualmente, cumpriria dois objetivos: dar recursos econômicos aos
nativos e abastecer o serviço de saúde britânico.
Embora não represente a solução definitiva, aproveitar assim o
ópio afegão contribuiria para reduzir a escassez de diamorfina
existente no Reino Unido, pela falta de provisão e de fabricantes,
alguns dos quais se retiraram do mercado após os EUA deixarem de
usar o fármaco, por temor de que passasse a ser traficado no mercado
ilegal.
"Não sei por que não há fabricantes suficientes, é difÃcil de
averiguar. Mas precisamos aumentar esse número", afirmou Nathanson.
Perguntado pela proposta dos profissionais da saúde, o Ministério
de Relações Exteriores britânico ressaltou que licenciar o cultivo do ópio
para uso médico não é a solução para a economia afegã.
"O Reino Unido apóia o método do governo do Afeganistão de
enfrentar o problema da droga com uma estratégia equilibrada e
completa, que inclui um endurecimento da aplicação da lei e a
promoção de formas de vida alternativas para os cultivadores de
papoula", declarou um porta-voz ministerial.
"Legitimar o cultivo de ópio lançaria uma mensagem confusa aos
agricultores, e acabaria com a eficácia da mensagem governamental de
que as drogas são ilegais na cultura afegã", acrescentou.
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a utilização do ópio que se cultiva ilegalmente no Afeganistão
para produzir diamorfina, um anestésico para o qual é difÃcil encontrar fornecedores no Reino Unido.
Em declarações à rede pública BBC, a diretora de Ciência e
Ãtica da organização, Vivienne Nathanson, disse que utilizar a
colheita afegã para esse fim, ao invés de destruÃ-la, como ocorre
atualmente, cumpriria dois objetivos: dar recursos econômicos aos
nativos e abastecer o serviço de saúde britânico.
Embora não represente a solução definitiva, aproveitar assim o
ópio afegão contribuiria para reduzir a escassez de diamorfina
existente no Reino Unido, pela falta de provisão e de fabricantes,
alguns dos quais se retiraram do mercado após os EUA deixarem de
usar o fármaco, por temor de que passasse a ser traficado no mercado
ilegal.
"Não sei por que não há fabricantes suficientes, é difÃcil de
averiguar. Mas precisamos aumentar esse número", afirmou Nathanson.
Perguntado pela proposta dos profissionais da saúde, o Ministério
de Relações Exteriores britânico ressaltou que licenciar o cultivo do ópio
para uso médico não é a solução para a economia afegã.
"O Reino Unido apóia o método do governo do Afeganistão de
enfrentar o problema da droga com uma estratégia equilibrada e
completa, que inclui um endurecimento da aplicação da lei e a
promoção de formas de vida alternativas para os cultivadores de
papoula", declarou um porta-voz ministerial.
"Legitimar o cultivo de ópio lançaria uma mensagem confusa aos
agricultores, e acabaria com a eficácia da mensagem governamental de
que as drogas são ilegais na cultura afegã", acrescentou.