Sábado, 28 de Abril de 2007, 12:35 | Online

Computador simula parte de cérebro de camundongo

Por causa da grande complexidade da simulação, ela foi feita por apenas dez segundos e em uma velocidade de um décimo da de um cérebro real

Pesquisadores americanos da Universidade de Nevada conseguiram recriar metade de um cérebro de camundongo virtualmente, pelo computador.

Os cientistas usaram o supercomputador BlueGene/L para rodar um “simulador cortical” tão grande e complexo quanto metade do cérebro do animal.

Em outras simulações de menor porte, os pesquisadores disseram ter visto características do padrão de pensamento que existe em cérebros reais de camundongos.

Agora, a equipe de cientistas está trabalhando em detalhes para fazer o sistema rodar mais rápido e torná-lo ainda mais parecido a um cérebro de camundongo real.

Dificuldade


Tecidos cerebrais apresentam uma grande dificuldade para simulação, por causa de sua complexidade e o enorme número de interações potenciais entre os elementos envolvidos.

Os três pesquisadores, James Frye, Rajagopal Ananthanarayanan e Dharmendra S. Modha, descreveram o experimento em uma pequena nota de pesquisa intitulada “Em direção a simulações corticais em escala de camundongo em tempo real”.

Acredita-se que metade de um cérebro real de camundongo teria cerca de 8 milhões de neurônios, cada um deles com até 8 mil sinapses, ou conexões, com outras fibras nervosas.

Segundo os pesquisadores, criar um modelo tão complexo “coloca pressões tremendas sobre a capacidade de processamento, comunicação e memória de qualquer plataforma computacional”.

O supercomputador usado pelos cientistas tem 4.096 processadores, cada um deles com uma memória de 256 megabytes.

Por causa da grande complexidade da simulação, ela foi feita por apenas dez segundos e em uma velocidade de um décimo da real.

Os pesquisadores disseram que apesar de a simulação ter mostrado algumas semelhanças com a estrutura cerebral de um camundongo em termos de nervos e conexões, ela não tinha as estruturas vistas em um cérebro real.

A equipe de cientistas pretende agora trabalhar para acelerar a simulação, torná-la mais próxima à realidade neurobiológica, adicionar estruturas verificadas num cérebro real e fazer com que as respostas dos neurônios e das sinapses sejam mais detalhadas.


:

    Publicidade: