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sexta-feira, 18 de julho de 2008, 17:19 | Online
Mostra na Pinacoteca reúne mais de 70 obras de Taunay
'Nicolas-Antoine Taunay no Brasil - Uma Leitura dos Trópicos' promove encontro entre arte e história
Maria Hirszman, Especial para o Estado

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Com mais de 70 obras do pintor francês, a exposição promove interessante encontro entre arte e história. Evidencia o papel de destaque desempenhado pelo artista na introdução do repertório neoclássico e formação de uma tradição de pintura de paisagem no País, e busca estabelecer os nexos entre a produção do artista e o seu tempo.
Com enorme talento de miniaturista e respeito às normas de composição em voga em sua época, Taunay inspira-se em modelos clássicos, explorando os temas arcádicos e mitológicos, as festas galantes e as cenas pastoris. Mas deixa também pistas que nos permitem compreender melhor as tensões, esperanças e frustrações de um republicano moderado em momentos cruciais como o da Revolução Francesa e do império napoleônico, destacando com freqüência o aspecto humano e certo fascínio pela natureza por trás desses momentos épicos.
No caso do Brasil, além da paisagem inebriante, da luz tão exageradamente forte, que ele reclama ter dificuldade de pintar, e da impossibilidade de tornar-se pintor da corte como almejava, Taunay se depara com a escravidão, estabelecendo uma relação tensa e conflitiva com ela. Não escamoteia a questão, nem tampouco a registra de maneira mais sistemática como faz seu conterrâneo Jean-Baptiste Debret. "Ele faz uma crítica reiterada à escravidão nos detalhes", sintetiza a curadora Lilia Moritz Schwarcz.
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Taunay,
Pinacoteca do Estado
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