terça-feira, 14 de outubro de 2008, 19:48 | Online
Escritor tcheco Kundera nega que denunciou espião ocidental
REUTERS
PRAGA - O romancista tcheco Milan Kundera fez um raro comunicado público para negar um relato segundo o qual ele teria denunciado um espião anticomunista em 1950, levando o jovem piloto a trabalhar em minas de urânio e ficar encarcerado por 14 anos, conforme mostram documentos de arquivo.
Kundera, 79 anos, disse que a acusação foi forjada, aproveitando a Feira do Livro de Frankfurt, esta semana.
"É o assassinato de um escritor, com todas suas consequências", disse ele à agência de notícias CTK.
O arquivo traz um relatório da polícia comunista identificando Kundera como a fonte de informações que levaram à prisão do agente Miroslav Dvoracek em março de 1950.
"Nunca vi esse o homem. Não o conheço, de maneira alguma", teria dito Kundera, segundo a CTK.
"Não é verdade. O único mistério que não posso explicar é como meu nome chegou àquele lugar."
Os documentos foram encontrados por Adam Hradilek, do Instituto Tcheco de Estudo dos Regimes Totalitários, e foram transcritos por ele no semanário tcheco Respekt.
Dvoracek fugiu da Tchecoslováquia para a Alemanha após a tomada comunista do país em 1848 e entrou para um serviço secreto dirigido por emigrados tchecos na Alemanha, disse o instituto em seu site, www.ustrcr.cz.
Em 1950 ele atravessou a fronteira pelas montanhas, retornando à Tchecoslováquia numa missão. Um amigo estudante lhe deu abrigo num dormitório estudantil, mas Kundera teria sabido de sua presença e o denunciado.
Ele foi preso por traição, espionagem e deserção, disse o instituto, e cumpriu 14 anos de uma pena de 22 anos de prisão.
Autor de romances que incluem "A Brincadeira" e "A Insustentável Leveza do Ser", Milan Kundera tem uma relação fria com sua antiga pátria, tendo escrito suas obras mais recentes em francês e chegando a impedir que algumas delas fossem traduzidas para o tcheco.
Em sua época de estudante universitário o escritor foi comunista, mas foi expulso do partido enquanto ainda era estudante e mais tarde se voltou contra o comunismo, acabando por fugir da Tchecoslováquia após a invasão soviética de 1968.
Ele foi citado várias vezes como possível candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.
Kundera, 79 anos, disse que a acusação foi forjada, aproveitando a Feira do Livro de Frankfurt, esta semana.
"É o assassinato de um escritor, com todas suas consequências", disse ele à agência de notícias CTK.
O arquivo traz um relatório da polícia comunista identificando Kundera como a fonte de informações que levaram à prisão do agente Miroslav Dvoracek em março de 1950.
"Nunca vi esse o homem. Não o conheço, de maneira alguma", teria dito Kundera, segundo a CTK.
"Não é verdade. O único mistério que não posso explicar é como meu nome chegou àquele lugar."
Os documentos foram encontrados por Adam Hradilek, do Instituto Tcheco de Estudo dos Regimes Totalitários, e foram transcritos por ele no semanário tcheco Respekt.
Dvoracek fugiu da Tchecoslováquia para a Alemanha após a tomada comunista do país em 1848 e entrou para um serviço secreto dirigido por emigrados tchecos na Alemanha, disse o instituto em seu site, www.ustrcr.cz.
Em 1950 ele atravessou a fronteira pelas montanhas, retornando à Tchecoslováquia numa missão. Um amigo estudante lhe deu abrigo num dormitório estudantil, mas Kundera teria sabido de sua presença e o denunciado.
Ele foi preso por traição, espionagem e deserção, disse o instituto, e cumpriu 14 anos de uma pena de 22 anos de prisão.
Autor de romances que incluem "A Brincadeira" e "A Insustentável Leveza do Ser", Milan Kundera tem uma relação fria com sua antiga pátria, tendo escrito suas obras mais recentes em francês e chegando a impedir que algumas delas fossem traduzidas para o tcheco.
Em sua época de estudante universitário o escritor foi comunista, mas foi expulso do partido enquanto ainda era estudante e mais tarde se voltou contra o comunismo, acabando por fugir da Tchecoslováquia após a invasão soviética de 1968.
Ele foi citado várias vezes como possível candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.
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