Música
quinta-feira, 25 de outubro de 2007, 11:38 | Online
TIM Festival dá a largada com palcos dominados por cantoras
70 mil pessoas verão os 26 shows internacionais e 13 nacionais em SP, Rio, Vitória e Curitiba
Jotabê Medeiros, do Estadão
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Antony e sua banda são a primeira atração internacional na abertura do festival, nesta quinta, 25, no Auditório do Ibirapuera. Ele se tornou um dos maiores sucessos do mundo pop em 2005, ao lançar o disco I’m a Bird Now (até então, cantava na banda de Lou Reed). Diz que uma das suas maiores fontes de inspiração é Boy George, e credita parte de sua abordagem da música aos anos em que cantou em inferninhos pelo mundo.
A outra atração da noite é Chan Marshall, a misteriosa Cat Power. Ela está em turnê com um projeto pouco conhecido no Brasil, com a Dirty Delta Blues, que inclui Judah Bauer (Jon Spencer Blues Explosion), Gregg Foreman (Delta 72) , Erik Paparazzi (The Glass) e Jim White (Dirty Threee).
Cat Power celebrizou-se com discos em que reinventa sucessos muito conhecidos e os deixa irreconhecíveis (é o caso de I Can’t Get No (Satisfaction), dos Rolling Stones). Prepara mais um desses álbuns, Covers 2, no qual recriará hits de Frank Sinatra, Bob Seegers, James Brown, Bob Dylan.
Aproximadamente 70 mil pessoas verão os 26 shows internacionais e 13 nacionais em quatro cidades: São Paulo, Rio, Vitória e Curitiba. No Rio e São Paulo, estão esgotados ingressos para a islandesa Björk, a americana Chan Marshall (codinome Cat Power), a brasileira Cibelle e os grupos Hot Chip e Arctic Monkeys, Juliette Lewis e Killers. Em São Paulo, no Auditório do Ibirapuera, estão esgotados Cat Power e Antony and the Johnsons e Feist, Katia B e Cibelle.
Maior e mais antenada mostra de música internacional do País, o TIM Festival completa 22 anos numa encruzilhada. Tem sido assediado por diversas empresas do ramo de entretenimento que sonham incorporar a mostra. Chegou a receber este ano uma proposta milionária do grupo T4F, mas o negócio não prosperou.
O festival começou em 1985 apenas como Jazz Festival (inspirado no Cool Jazz Festival), pelas irmãs cariocas Monique e Sylvia Gardenberg (Sylvia morreu de câncer no pulmão em 1998). A partir de 1987, tornou-se Free Jazz Festival. Com a proibição da propaganda de cigarros, trocou de patrocinador. A partir do final dos anos 1990, o festival buscou incluir em sua programação a música eletrônica e correntes híbridas como o acid jazz e o trip-hop. "O festival teve de se renovar, abrir para novas tendências para a sua sobrevivência. Do contrário, morreria de asfixia", disse, na época, Monique Gardenberg.
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