Variedades
quarta-feira, 28 de novembro de 2007, 18:50 | Online
Zé Celso leva os cinco espetáculos de 'Os Sertões' a Canudos
A convite do 'Estado', o ator Pascoal da Conceição faz um diário da encenação. Acompanhe
Beth Néspoli

Pelo contrário, seria para furar o cerco. Os muitos cercos: de recursos para o teatro, da especulação imobiliária em torno do Oficina, o cerco da miséria. Seria o espetáculo do desmassacre, na linguagem de Zé Celso.
Veja também:
Diário de Canudos Parte 1 - A Chegada
Diários de Canudos Parte 2 - A Subida do Monte Santo
Diário de Canudos Parte 3 - O Caminho de Des-Compostela
Diário de Canudos Parte 4 - E Eis Que a Nave Foi Iluminada
Diário de Canudos - Parte 5 - O Teatro de Estádio
Diário de Canudos Parte Final - Bendegó
Nesta quarta, 28 estréia em Canudos essa montagem de 5 dias e 25 horas de duração, 5 espetáculos - A Terra, O Homem 1, O Homem 2, A Luta 1 e A Luta 2 -, 5 toneladas de cenário, 2,5 mil figurinos, 47 atores, 70 pessoas diretamente envolvidas. O estádio de futebol local vai abrigar uma réplica do Oficina, a exemplo do que já aconteceu na Alemanha, em São José do Rio Preto (SP), no Recife (PE), em Salvador (BA) e em Quixeramobim (CE).
E a narrativa cênica da guerra que inaugurou o telégrafo será acompanhada pelo Estado em reportagem diária no Caderno 2, assinadas pelo ator Pascoal da Conceição. "Serei, com muita honra, o Euclides da Cunha do desmassacre. Ele foi denunciar um crime, uma carnificina. Eu vou testemunhar a transmutação de morte em vida". Imagens das apresentações em Canudos podem ser vistas também no site do Teatro Oficina.
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