Llosa, enfim

danielpiza

07 Outubro 2010 | 16h11

Mario Vargas Llosa sempre esteve na lista dos cinco escritores vivos que mereciam ganhar o Nobel e não ganhavam, preteridos por gente bem abaixo como Herta Müller. Agora, enfim, o escritor peruano é o premiado. Voltarei ao assunto, mas ele é um homem de letras completo, que fez romances épicos, históricos, eróticos e cômicos, ensaios literários, artigos políticos, resenhas culturais, até perfis e peças. A Guerra do Fim do Mundo o consagrou, com sua releitura de Os Sertões, mas Conversa na Catedral é um romanção digno daqueles panoramas realistas do século XIX. Há algo de conservador na sua estética como na sua ideologia, mas temos em sua ficção o que mais queremos e o que mais anda em falta: descrições agudas de nós, humanos em demasia.

Eis alguns links para textos que fiz sobre ele:

Aqui, sobre o ensaio que escreveu a respeito de Onetti.

Aqui, sobre Travessuras de uma Menina Má.


Aqui, sobre os ensaios de A Verdade das Mentiras.

Aqui, sobre O Paraíso na Outra Esquina.

Aqui, sobre suas memórias, O Peixe na Água.

E aqui, sobre A Festa do Bode.