Quarto ato contra aumento da tarifa de ônibus em SP tem novos confrontos

Felipe Tau

13 Junho 2013 | 16h10

1h02 -Veja fotos da passeata e do confronto entre a PM e os manifestantes:

00h21 – Veja Galeria de Fotos do protesto

23h38 – O Movimento Passe Livre (MPL) já marcou um outro protesto para a segunda-feira, 17, às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros.  Uma outra manifestação, sendo divulgada no Facebook por três pessoas,  foi agendada para esta sexta-feira, 14. O evento terá  concentração às 17h, em frente à Rede Globo, no Itaim Bibi.


23h36 – Veja vídeo da Tropa de Choque postado postado no Youtube:

 

23h10 – Apesar de alguns pequenos focos de hostilizada entre grupos reduzidos de manifestantes e a PM, a situação foi controlada pela polícia.

22h31 – Durante os confrontos, há cerca de  uma hora e meia, um morador de rua de 14 anos foi atingido por uma bala de borracha quando caminhava pela Avenida Angélica, esquina com a Rua Sergipe, sentido centro. “Vi os manifestantes correndo e quando eu vi tinha um bagulho na minha perna (marca de tiro)”, disse o adolescente, chorando.

Algumas pessoas carregaram o jovem por dois quarteirões até uma farmácia, onde uma enfermeira que passava pela rua e funcionários da drogaria fizeram um curativo. Em seguida, a psicóloga Ada Schermann e o seu marido levaram o adolescente para o Hospital das Clínicas. “Isso é uma das tantas barbáries que estão acontecendo nesse protesto. Isso  prova que qualquer pessoa que esteja passando é uma vítima em potencial”. O garoto disse que veio de São Vicente, na Baixada Santista, para São Paulo há cerca de um mês e que mora na Rua Sete de Abril.

21h45 – O trânsito na Avenida Paulista foi liberado há pouco. A Tropa de Choque continua contendo grupos menores. Acompanhe a situação do trânsito em tempo real.

21h07 – Também há confrontos entre a polícia e manifestantes no lado dos Jardins.  O comércio e está fechado.

20h52Avenida Paulista está interditada nos dois sentidos.  Policiais avançam em linha, fazendo um cordão de isolamento que ocupa todas as faixas dos dois lados. Confrontos se repetem  a todo momento no cruzamento com a Rua Augusta, onde  a PM dispersa os manifestantes com balas de borracha e bombas  de gás. A polícia tenta a todo custo evitar que os manifestantes se reagrupem.

20h47 – Uma repórter do jornal Folha de S. Paulo foi baleada no olho com uma bala de borracha. Segundo Giuliana Vallone, da TV Folha, ela estava em um estacionamento na Rua Augusta quando uma viatura da Rota se aproximou em baixa velocidade e um PM que estava no banco de trás atirou contra ela. Repórteres do Estado de S. Paulo também presenciaram ações questionáveis da Rota. Dois deles foram alvos de uma ação semelhante, na qual uma viatura se aproximou e disparou bombas de gás lacrimogêneo tentando acertá-los. Não havia conflito e nenhuma concentração de manifestantes na ocasião.

Repórter do jornal Folha de S. Paulo atingida no olho por uma bala de borracha. Disparos foram feitos por homens da Rota, em um ponto onde não havia conflito, segundo ela. Foto: Diego Zanchetta/Estadão

20h27 – Embora a Consolação esteja liberada, a Rua Augusta segue interditada. Os manifestantes tentam acessar a Avenida Paulista, por meio de ruas paralelas na Bela Cintra. A massa ora se reagrupa, ora se dispersa,  e a PM se desloca para conter o avanço dos blocos.

20h25 – A Secretário de Segurança Pública de SP, Fernando Grella, afirmou em nota que determinou que a Corregedoria da Polícia Militar apure episódios envolvendo fotógrafos e cinegrafistas durante manifestação realizada nesta quinta-feira  no centro de São Paulo.

20h23 Anistia Internacional divulga nota sobre as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo e no Rio. Leia a íntegra do comunicado:

“A Anistia Internacional vê com preocupação o aumento da violência na repressão aos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes, em alguns casos enquadrados no crime de formação de quadrilha.

O transporte público acessível é de fundamental importância para que a população possa exercer seu direito de ir e vir, tão importante quanto os demais direitos como educação, saúde, moradia, de expressão etc.

A Anistia Internacional é contra a depredação do patrimônio púbico e atos violentos de ambos os lados e considera urgente o estabelecimento de um canal de diálogo entre governo e manifestantes para que se encontre uma solução pacífica para o impasse.

É fundamental que o direito à manifestação e a realização de protestos pacíficos seja assegurado.”

20h08 – Neste momento, os manifestantes estão separados em grupos menores e decidem que rumo tomar. Cerca 30 carros da polícia, bombeiros e dois regimento da Cavalaria subiram  a Consolação:

 

20h02 – A polícia segue contendo  os manifestantes e para evitar que cheguem à Avenida Paulista, como nas marchas anteriores.

Policiais fazem bloqueio na altura da Rua Maria Antônia. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

19h58 – Linha do tempo: veja como foram os três últimos protestos.

19h53 – Na Rua Frei Caneca, altura do 1058, a Tropa de Choque desceu a rua jogando bombas. Não tinha manifestantes no local.

19h50 – A CET recomenda aos motoristas evitarem a região da Rua Augusta e a Consolação. Acompanhe a situação do trânsito.

19h47 – A Tropa de Choque corta o caminho dos manifestantes na Rua Caio Prado e joga bombas entre os carros. As pessoas se dispersaram e alguns voltaram em direção à Roosevelt.

19h44 – Mais cedo, ainda no início do protesto, por volta das 17h30, um fotógrafo foi detido por policiais:

Fotógrafo é detido pela polícia perto do Viaduto do Chá, onde fica a sede da Prefeitura. Foto: Alex Silva/Estadão

19h42“Considero legítima toda e qualquer forma de manifestação e expressão. O que a cidade repudia é a violência”, disse o Prefeito Fernando Haddad. Ele reiterou que o valor da passagem não será mudado.

19h40 – RIO DE JANEIRO – Uma parte dos manifestantes que participam da passeata contra o aumento das passagens de ônibus deixou a avenida Rio Branco, no centro da cidade, e seguiu pela Almirante Barroso, onde passou a hostilizar uma equipe da TV Globo, que participa da cobertura da manifestação.  Apesar do clima tenso, não há registros de confrontos entre policiais e manifestantes até agora. (Heloisa Aruth Sturm)

19h31 – Grupo sobe a Augusta  entre os carros em direção à Avenida Paulista. Diversas pessoas estão sendo paradas para revista. Viaturas da GCM e um caminhão da Tropa de Choque dão cobertura.

19h29 – Manifestantes já chegaram à Rua Augusta. O major Lidio Costa Junior, do Policiamento de Trânsito da PM disse que a situação está fugindo do controle: “Não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer”.

19h24 – Manifestantes montaram barricadas de fogo na Consolação e na Rua Rego Freitas. Eles jogam pedras e rojões contra a PM. O bloco está na rua Caio Prado e gritam em  coro: “Augusta, Augusta”, para onde devem se dirigir.

19h15 – Depois de cerca de dez minutos de incerteza os manifestantes resolveram seguir até a Assembleia Legislativa, no Ibirapuera, descendo a Consolação e pegando a Avenida Brasil.Enquanto estava tendo essa discussão parte dos manifestantes furou o bloqueio,  mas o Choque já estava na Rua Maria Antônia. Foi quando teve início um confronto. Motoristas ficaram no fogo cruzado.

19h00 – Os manifestantes já chegaram à Praça Roosevelt e as lideranças negociam com a PM se poderão ou não seguir até a Avenida Paulista. Eles não conseguiram autorização e  furaram o bloqueio, indo pela Consolação. A PM tenta fazer outros bloqueios.

18h49 – Os manifestantes estão agora na Rua da Consolação, já próximos à Praça Roosevelt, que, teoricamente, seria o ponto final da marcha.

18h39 – A Secretaria de Segurança Pública de SP informou que 68 pessoas já foram presas até o momento durante os protestos contra o aumento da  tarifa de ônibus. Elas estão sendo levados para um ônibus da PM parado perto do Teatro Municipal.

A pasta também informa que o jornalista da Carta Capital Piero Locatelli, detido pela PM, vai ser liberado do 78º DP (Jardins). Segundo a secretaria, ele foi preso porque estava com vinagre na bolsa – o produto seria usado para neutralizar o efeito de bombas de gás lacrimogêneo. A secretaria informou que um segundo jornalista também foi preso por ter “tentado evitar uma prisão”. No começo do ato, ainda durante a tarde, a PM chegou a usar gás de pimenta para dispersar repórteres que tentavam se aproximar durante uma prisão:

 

18h31 Integrantes da Juventude do PT compareceram ao menos com 5 bandeiras ao ato e foram hostilizados pela multidão. Quando passaram a tremular as bandeiras, cerca de 2 mil pessoas presentes na frente do Teatro Municipal: “Fora PT! Vai tomar no c…” Erick Bouzano, presidente do Diretório Municipal da Juventude do PT, explicou que só a Executiva Estadual sinalizou apoio ao protesto. “Achamos importante participar”, disse.

18h29 – Integrantes da Juventude do PT compareceram ao menos com 5 bandeiras ao ato e foram hostilizados pela multidão. Quando passaram a tremular as bandeiras, cerca de 2 mil pessoas presentes na frente do Teatro Municipal: “Fora PT! Vai tomar no c…” Erick Bouzano, presidente do Diretório Municipal da Juventude do PT, explicou que só a Executiva Estadual sinalizou apoio ao protesto. “Achamos importante participar”, disse.

18h25 – Manifestantes seguem pela Praça da República. De acordo com a PM, o combinado com as lideranças é que eles sigam pela Avenida Ipiranga até chegar à Praça Roosevelt.

18h24 RIO DE JANEIRO – Manifestantes contrários ao aumento das passagens de ônibus acabam de iniciar uma passeata pela Avenida Presidente Vargas e seguirão pela Avenida Rio Branco, no centro da cidade. A concentração aconteceu sem incidentes, em frente à igreja da Candelária.

Sindicalistas, integrantes de movimentos sociais e estudantes se revezaram em discursos no carro de som. Um grupo de indígenas assiste à mobilização. A manifestação reúne militantes que levam bandeiras de partidos como PSTU e PSOL, mas também muitas pessoas com bandeiras com a inscrição “nenhum partido me representa”.

Alguns manifestantes usam máscaras cirúrgicas, como proteção para gás lacrimogêneo, no caso de confronto com a polícia. Os policiais militares, por enquanto, apenas acompanham a manifestação. A passeata vai até a Cinelândia. (Heloisa Aruth Sturm e Fabio Grellet)

18h10 – O repórter Piero Locatelli, da revista Carta Capital, foi detido pela PM e levado ao 78º DP (Jardins).  O motivo da prisão não foi esclarecido.

18h05 – Primeira manifestação pela redução da tarifa de ônibus em São Paulo foi na quinta-feira passada, 6. Na ocasião, a Avenida Paulista chegou a ser fechada.

 

18h03– Trânsito está interditado na Rua Xavier de Toledo.  O trânsito segue lento nos acessos à região dos viadutos 9 de Julho e Jacareí,  nas ruas Maria Paula e da Consolação e também na Avenida Rebouças, sentido centro.

17h57 – Vias no entorno do Teatro Municipal  começam  a ficar interditadas. Veja situação do transito na região

17h43 – Ao menos uma bomba de gás foi usada pela PM para conter um princípio de  tumulto, quando PMs acompanhavam manifestantes detidos para averiguação. Veja como foi a terceira manifestação contra a tarifa:

17h19 – Diversas pessoas portando vinagre e mesmo  profissionais da imprensa estão sendo revistados. O repórter do Estado Renato Vieira também foi abordado por um PM para revista.

17h17 – O Movimento Passe Livre (MPL) divulgou nota em sua página no Facebook sobre as prisões realizadas na terça-feira, 11.

17h09 – O entorno do Teatro Municipal já está tomado por manifestantes. As lideranças do Movimento Passe Livre, no entanto, ainda não chegaram.

Veja a concentração para o protesto:

16h57Dezesseis  jovens foram detidos e passam por triagem em uma espécie de Q.G montado pela PM em um prédio próximo à Praça do Patriarca. Segundo a polícia, eles portavam facas e combustível. A reportagem também constatou que pessoas portando vinagre, usado para neutralizar o efeito de bombas de gás lacrimogêneo, também foram detidas. Um policial alegou  que os manifestantes foram revistados porque estariam “com um produto estranho”.

16h51 – O motorista que circula na região central de São Paulo deve ficar atento com a possibilidade de interdição de vias. A greve dos trens da CPTM, válida desde a manhã desta quinta-feira, 13, é outro motivo de alerta.  O excesso de carros nas ruas fez  com  que a cidade repetisse seu recorde de lentidão: 148 km registrados às 11h, o mesmo volume do recorde do ano no horário de pico matinal (que vai das 7h às 10h), ocorrido às 9h do dia 5 de abril. Acompanhe o Blog do Trânsito ao vivo e veja como escapar dos congestionamentos.

16h41 – O comércio no entorno do Teatro Municipal começou a fechar.  A maioria dos  bares e restaurantes já baixou as portas e até uma faculdade, a Uniesp,  suspendeu as provas por conta do ato.  A Tropa de Choque da PM já está posicionada próxima ao Teatro Municipal.

16h39 –  O governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou novamente nesta quinta-feira, 13, a possibilidade de reduzir as tarifas de ônibus, trens e metrô pelos próximos 45 dias no Estado, conforme sugestão feita pelo Ministério Público, por intermédio do promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Lopes.  “As manifestações são naturais e legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos concordar é com a baderna e a depredação do patrimônio público, deixando um rastro de destruição por onde passa, além de prejudicar o usuário do sistema”.

16h29 – Veja entrevista com Caio Martins na TV Estadão, representante do Movimento Passe Livre. Grupo  afirma que não irá parar com a manifestações enquanto  a tarifa não baixar. Prefeito Fernando Haddad (PT) tem condenado os excessos e refuta possibilidade de preço ser diminuído:

 

 

16h12 – Manifestantes já começaram a se reunir em frente ao Teatro Municipal para o quarto protesto pela redução da tarifa de ônibus. Depois de seguidos confrontos nas manifestações, grupos de cinco PMs circulam pelas ruas da região,  como a Xavier de Toledo e Líbero Badaró,  e revistam jovens com mochilas em busca de materiais que possam ser usados em atos de vandalismo. Mais de 100 pessoas se encontram no ponto de partida da passeata.

16h10 –  A polícia paulista está se preparando para o quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte urbano, marcado para as 17h desta quinta-feira, 13, com policiais extras e criando meios para prender mais manifestantes por eventuais atos de vandalismo. A concentração é em frente ao Teatro Municipal.

A série de atos é organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL). O grupo pleiteia que o preço da passagem, em R$ 3,20 desde o dia 2, retorno para R$ 3,00 ou menos. A Prefeitura não tem aceitado negociar, por conta dos episódios de vandalismo que vem marcando as manifestações. A primeira da série ocorreu a exatamente uma semana, na quinta-feira passada, 6. As demais, na sexta-feira, 7, e na terça feira. Todas acabaram em conflito com a Polícia Militar, o fechamento de grandes vias da capital e depredação.

A Polícia Militar filmará a ação desta quinta por meio do sistema Olho de Águia, que inclui imagens de helicópteros e câmeras espalhadas pela cidade. Os PMs que estiverem pelas ruas do centro também contarão com câmeras. As imagens serão usadas como provas em eventuais processos judiciais e também serão encaminhadas para o Ministério Público.

Veja o trajeto e os incidentes da última marcha, na terça-feira, 11

 

A Polícia Civil pretende infiltrar agentes no meio do protesto, também com o objetivo de responsabilizar criminalmente quem fizer quebra-quebra. Nesta quinta-feira, 13 pessoas continuavam detidas pelos protestos. A estratégia da polícia para manter os manifestantes presos é enquadrar quem cometer vandalismo por formação de quadrilha, o que tem gerado discussões.

Também haverá a presença de policiais extras, retirados do trabalho administrativo para reforçar o policiamento do centro. De acordo com o major Marcel Soffner, porta-voz da PM, no último protesto quem fez o papel de dispersar os manifestantes foi a Força Tática do centro. A Tropa de Choque não foi utilizada. Se necessário, eles podem reforçar o efetivo do evento. O objetivo da PM é deixar faixas livres para a circulação de veículos e impedir que os manifestantes bloqueiem vias vitais para o tráfego da cidade, como as Marginais do Tietê e do Pinheiros.

Sem controle. Líderes do Movimento Passe Livre (MPL) reconheceram, em reunião de conciliação na sede do Ministério Público do Estado na quarta-feira, que não têm mais controle sobre a massa que participa dos protestos contra redução das tarifas de ônibus, trem e metrô. O Ministério Público se comprometeu a enviar ao governador Geraldo Alckmin e ao prefeito Fernando Haddad a proposta de suspensão do reajuste por 45 dias. " target="_blank">Em entrevista à TV Estadão, Caio Martins, representante do Passe Livre, disse que manifestações só param quando a tarifa baixar.

 

Também na quarta, Alckmin e Haddad, que estavam em Paris, criticaram as depredações durante a manifestação. Para o governador, a destruição foi provocada por “vândalos e baderneiros”. “São pessoas inconformadas com o Estado democrático de Direito”, disse Haddad.

O protesto de terça-feira terminou com 85 ônibus depredados, segundo a SPTrans, e um prejuízo de R$ 36 mil causado pela destruição de vidros da Estações Trianon-Masp do Metrô.

Outros protestos. Na semana passada, houve protestos na sexta-feira, 7, e na quinta, 6.

Rio. Também está previsto para hoje protesto no Rio contra aumento da tarifa de ônibus. Na noite de segunda-feira, manifestação na cidade teve 34 detidos. (Artur Rodrigues)

 

Diego Zanchetta,  Bruno Paes Manso, Bruno Ribeiro e Renato Vieira, O Estado de S. Paulo