Protesto por moradia e contra a Copa ocupa parte da Avenida Paulista

Felipe Tau

14 Junho 2013 | 17h24

19h24 – O protesto na Avenida Chucri Zaidan, na frente da sede da Rede Globo em São Paulo, no Itaim,  é encerrado.

18h41 – Algumas pessoas permanecem na Avenida Paulista, mas o ato está praticamente encerrado. Apenas uma faixa está obstruída. Mas o trânsito flui.

18h23 – Na Avenida Paulista, o público começa a se dispersar. Duas faixas seguem ocupadas na altura da Rua Augusta, sentido Paraíso.

18h15 – Itaim-Bibi –  Cerca de 70 manifestantes também se reúnem em frente à sede da Rede Globo em São Paulo, na Avenida Dr. Chucri Zaidan, 46, Itaim Bibi. A PM está no local com mais de 100 homens,  mas a manifestação é pacífica. A O foco dos protestos é amplo: corrupção, melhorias na saúde, entre outras coisas. A redução das tarifas de transporte, ao  contrário das manifestações recentes na capital, não está em primeiro plano.


O major Sérgio Watanabe coordena a operação: “estamos aqui para defender a democracia, mas também para garantir a ordem pública. Concordo que ontem (quinta-feira, 13) ocorreram coisas que desagradaram a polícia, mas hoje é outro dia”. Os manifestantes também não demonstram disposição de entrar em confronto: “não viemos para bater, mas não queremos levar porrada.”

17h49 – Neste momento, os manifestantes ocupam duas faixas no sentido Paraíso. As outras duas estão liberadas  e a manifestação é pacífica. Os líderes da passeata discutem quem irá tentar o contato com a secretaria do escritório da Presidência da República em São Paulo. Acompanhe a situação do trânsito na cidade.

17h39– Apesar de o protesto estar pacífico, o clima é  de tensão entre motoristas e pedestres na Avenida Paulista, por causa dos confrontos que vem ocorrendo na última semana na região. Alguns comércios fecharam as portas. O empresário Felipe Chedi, de 36 anos, de Fortaleza, diz que há dois dias tenta aproveitar o tempo livre na cidade e não consegue, por causa dos protestos. “Chego das reuniões, mas tem sempre alguma coisa acontecendo”.

17h28 – Neste momento, os manifestantes já se encontram na frente do escritório da Presidência da República em São Paulo, na travessa da Avenida Paulista com a Rua Augusta, ao lado do Conjunto Nacional. Eles ocupam todas as pistasno sentido Paraíso e a PM tenta liberar ao menos uma faixa.

16h00 – Integrantes do movimento Copa Pra Quem? e de movimentos de sem-teto fazem uma manifestação na tarde desta sexta-feira, 14, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Cerca de 600 manifestantes se que estavam no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) ocupam todas as faixas da avenida no sentido Consolação. Além das pautas próprias de cada grupo, ambos aproveitam para fazer um ato de desagravo contra a violência policial, por conta de supostos excessos denunciados durante a marcha pela redução da tarifa de ônibus na cidade, na noite dessa quinta-feira, 13.

O protesto corre de maneira pacífica e é acompanhado por um caminhão de som. A PM tenta evitar o fechamento da avenida.

O movimento Copa Pra Quem? questiona a remoção de moradores em decorrência de obras próximas a estádios da Copa do Mundo, além do montante de recursos públicos empregados para a realização do evento. “Nós não podemos aceitar um ingresso caro. A copa esta sendo feita com dinheiro público e ninguém vai poder usufruir do evento. Vai se abrir um estado de exceção”, diz Guilherme Boulos, presidente organizador do ato Copa Pra Quem?

Andre Ferrari, da convenção nacional do Psol, também diz que a mobilização também tomou a liberdade de expressão como causa. “Essatambém é uma manifestação contra a violência da policia de ontem”. O ato também reúne moradores do Pinheiro – área em São José dos Campos alvo de uma reintegração de posse em 2011.

Folhetos distribuídos e cartazes fazem menção à redução da tarifa de ônibus na capital, motivo de quatro grandes manifestações e confrontos desde a quinta-feira passada, 6. “A experiência demonstra que com luta é possível derrotar e obter a conquista”, diz o material de divulgação, que cita outras passeatas que vem ocorrendo pela redução do preço da passagem do ônibus, como a de Porto Alegre, Goiânia, Natal e Teresina. O grupo também repete as seguintes palavras de ordem: “Dança até o chão, todo mundo unido contra a repressão”.

Os organizadores da manifestação afirmam que pretendem seguir até o escritório da presidência da República em São Paulo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta.

Mais conteúdo sobre:

protesto; paulista