Natal em família

Estadão

08 Dezembro 2012 | 07h00

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(Por Natália Mazzoni)

Você já fez sua árvore de Natal em casa? O Estadinho desta semana sugere uma brincadeira: fazer uma árvore genealógica de Natal. Em cada enfeite, alguém que faz parte da sua família. O que você acha? Se ainda não leu a matéria no papel, clique nas páginas abaixo. Depois, volte aqui e veja a entrevista completa com a diretora do Colégio de Genealogia do Brasil. Ela fala um pouco mais sobre como podemos descobrir o que faz parte da nossa história.

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ENTREVISTA

A presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia, Regina Cascão Viana, fala mais sobre o assunto e dá dicas de como começar essa “busca ao passado”.

Estadinho: O que é genealogia?
Regina: Genealogia é o nome complicado que adultos usam pra dizer “história da família”. É a pesquisa que se faz para conhecer as nossas origens, quer dizer, quais foram as pessoas que formaram a nossa família.

Como começar uma pesquisa dessas?
A primeira coisa é ter vontade, paciência e persistência. Eu prefiro até dizer teimosia. Tem de ser bem teimoso para não desistir quando algum dado for difícil de conseguir. É como completar um álbum de figurinhas, a gente não desiste até conseguir aquela figurinha que falta.

Começa por quem?
Comece por você mesmo e anote num caderno ou no computador tudo o que você sabe sobre você: quando e onde nasceu, por exemplo. Depois, reúna os dados dos seus pais. Se eles se casaram “no papel”, quer dizer, se eles têm documento de casamento, é uma boa, porque esses papéis de casamento trazem os nomes de seis pessoas: os noivos e os pais de um e do outro. Alguns possuem até o nomes dos avós dos noivos! Aí é o máximo!

E não tem jeito: temos que ser muito insistentes com pais, avós, tios, todo mundo da família. Não se preocupe, todos gostam de contar para a gente essas coisas de família, eles adoram saber que tem gente fazendo o que eles sempre quiseram fazer, mas não tiveram tempo ou tiveram preguiça de fazer!

Quais são suas dicas e recomendações?
Anotar tudo. E conversar com os mais velhos sempre. As histórias que eles nos contam. E então os documentos mostram tudinho. Outra coisa: tem muita gente que só quer pesquisar genealogia para encontrar alguém muito rico ou nobre entre os antepassados, mas, na verdade, todas as famílias são importantes.

Todas as pessoas com o mesmo sobrenome são, de alguma forma, parentes?
Não mesmo! Há muitos e muitos e muitos anos, os sobrenomes não existiam e a população ia aumentando. Por isso, as pessoas começaram a confundir uns com os outros. Foi assim que surgiu o sobrenome. E aí, por exemplo, em Portugal e na Espanha, o Fernando que nasceu na cidade de Guimarães virou o Fernando de Guimarães, mas nem todo mundo que nasceu lá era parente. O Antônio que cortava lenha, virou o Antônio do Machado.

Então, como se descobre quem é parente e quem não é?
Para descobrir, só pesquisando, pesquisando, pesquisando. E teimando, não sossegando até conseguir provar o parentesco. Ou descobrir que não há parentesco algum…

Eu queria aproveitar e falar sobre parentesco. Se eu perguntar, vocês vão dizer que o pai do pai é o seu avô, o pai do avô é o bisavô, o pai do bisavô é o tataravô, não é? Pois tem coisa errada aí. Olhem: avô é que nem campeonato. Vamos comparar com o Brasil no futebol:

Campeão x  avô

Bicampeão x BIsavô

Tricampeão x TRIsavô

Tetracampeão x TETRAVÔ , mas, como a língua enrola, a gente chama de TATARAVô

Pentacampeão x PENTAVô

SUA VEZ

Pronto para fazer a sua árvore genealógica de Natal? Se quiser, tire uma foto e mande para o Estadinho!