Faça a sua gravura

Thais Caramico

08 Maio 2010 | 08h00

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Fotos: Keiny Andrade/AE

Para ilustrar a matéria Cordel da Chapéu, o artista Carlinhos Müller criou uma nova técnica: pegou um fotolito (uma folha grossa e preta parecida com um raio-x) e começou a talhar o material. Assim, o que antes estava escuro começou a ganhar formas. Ele, então, escaneou a folha, que acabou virando um arquivo digital. Mas isso é só uma curiosidade para você entender um pouco do nosso trabalho. Que, aliás, é muito legal!


A ideia, desde o começo, era fazer algo que se aproximasse do que costumamos ver nos cordéis. E a partir dos anos 1950, a xilogravura é a técnica mais comum dos livretos. Ah, a “xilo” é um tipo de gravura feita na madeira. Você esculpe um desenho e depois carimba o papel. A parte em alto relevo vem com a tinta. E a parte afundada (que é a do desenho) aparece em branco. Isso é que dá forma ao trabalho.

Como a arte não tem limites, convidamos a artista plástica e educadora Fernanda Simionato para ensinar aqui uma técnica incrível e muito simples de fazer. É a gravura alternativa, um jeito que “imita” a xilogravura, mas na verdade é uma impressão feita com isopor.

Você vai precisar de:
– Guache de várias cores
– Folhas brancas e coloridas
– Pincéis
– Um rolinho de espuma
– Tesoura
– Bandejinhas de isopor (daquelas de frios)
– Palito de churrasco ou lápis

Agora veja, passo a passo, como é fácil e divertido!

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Passo 1: Tire as bordas da bandejinha. Depois, desenhe o que quiser com um palito de churrasco ou um lápis. Você não precisa marcar os traços com cor (aí na foto a cor preta aparece apenas para sinalizar os traços para você, aqui nas instruções). O que você precisa fazer é afundar bem o palito, ou o lápis) para fixar o desenho no isopor.

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Passo 2: Com a ajuda do rolinho de espuma, espalhe o guache por toda a bandeja.

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Passo 3: Depois de ter preenchido a bandeja inteirinha, pegue uma folha e a pressione, com as mãos, sobre a parte pintada. Devagar, puxe a folha e veja como a impressão sai perfeita, como se fosse mesmo uma xilo.

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Passo 4: Se quiser inventar ainda mais, corte as bordas em triângulos e, com o pincel, pinte cada parte de uma cor.

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Passo 5: Faça o mesmo processo de puxar o papel devagar e veja que figura diferente você criou!

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Passo 6: Também dá para pintar tudo de uma cor só e imprimir em um papel colorido! Crie, invente, faça o que quiser e encha sua casa de cores! Para secar bem, você pode espalhar pela mesa ou, quem sabe, pendurar no varal como se fosse uma exposição de xilo. Divirta-se!

E para conhecer mais sobre o trabalho da Fernanda, clique aqui. E também fique de olho na programação de cursos do Instituto Tomie Ohtake, onde ela ensina vários jeitos de fazer arte.