Coletores solares ganham espaço

guiasoesp

30 Outubro 2012 | 15h18

A energia solar esta ampliando, aos poucos, a sua presença na matriz energética brasileira, estimulada principalmente pelo seu forte apelo ambiental. O aquecimento de água por equipamentos fotovoltaicos continua a ser a principal vertente do uso da energia solar no país, que consolidou-se em 2011 como o quinto mercado do mundo de coletores solares, segundo informação da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), graças às leis municipais que obrigam ou estimulam a adoção de sistemas de coletores fotovoltaicos e aos projetos habitacionais sociais do governo.

No ano passado foram instalados cerca de 1 milhão de metros quadrados de coletores no Brasil, o que representou um crescimento de 6,5% ante 2010. “A expectativa para 2012 é de um crescimento de 10% e, nos anos seguintes, de uma expansão média de 15% ao ano”, prevê Rafael Campos, diretor de vendas e marketing da divisão Termotecnologia da Bosch.

O otimismo se deve à expectativa de crescimento das vendas para edifícios, em função da adoção de leis municipais que estimulam ou tornam obrigatória a instalação de sistemas de aquecimento solar de água em edifícios.

As perspectivas são positivas também em relação ao aproveitamento da energia do sol para a produção de eletricidade. De acordo com Ricardo Savóia, gerente do Núcleo de Regulação e Tarifas da consultoria Andrade & Canellas, foram adotadas neste ano, pela Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), medidas que preparam caminho para um desenvolvimento em maior escala da geração de eletricidade a partir da energia solar no Brasil.

Com essas medidas, são abertas duas frentes para o desenvolvimento da energia solar na geração de eletricidade. Cria-se um incentivo que tornam mais competitivos os projetos de geração fotovoltaica ou termosolar. Ao mesmo tempo, são criadas condições para que consumidores residenciais e comerciais atuem como produtores de energia conectados à rede, valendo-se de geração fotovoltaica ou eólica de pequena escala.

Fonte: Valor Econômico