E quando o cliente pede "Dá pra fazer um viral?"

guiasoesp

14 Agosto 2013 | 14h36

 

A resposta é simples: Não! Mas com ressalvas, é claro! Existe aquilo que chamamos de ingredientes viralizantes, entre eles, o humor, bichos, crianças, tombos, ou seja, algumas situações ou características que podem, vejam bem, podem fazer o vídeo ter sucesso, “bombar”. Ou não!

O fato é que, mesmo com todos os ingredientes viralizantes misturados, nunca se terá a garantia de sucesso de um determinado vídeo na web, isso tanto é verdade, que temos alguns exemplos de virais, ou também chamados “memes” que, sem nenhum desses ingredientes, estouraram de visualizações, exemplo: Psy com Gangnam Style, não tinha crianças, nem bichos, porém a mistura da música com a forma peculiar da dança pelo artista, fizeram o vídeo atingir milhões de acessos e ser um verdadeiro fenômeno! Do outro lado, temos o exemplo da Luiza , um vídeo comercial, cuja proposta inicial e original era a publicidade de um projeto imobiliário, que ficou em off, totalmente ofuscada pelo simples fato do ator ter mencionado que sua filha Luiza estava no Canadá. Qual ingrediente viral aqui? A princípio nenhum, ou seja, com certeza, quando da criação do vídeo, seus criadores jamais imaginavam que o vídeo se tornaria um fenômeno e, no entanto, aconteceu e de forma, muito despretensiosa.


Há porém, alguns estudiosos que buscam explicações para conteúdos que têm sucesso instantâneo e se espalham rapidamente.

Além da identificação pessoal, há a influência do meio em que as pessoas estão inseridas. O mesmo acontece na web. Segundo o pesquisador Jon Kleinberg, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que desenvolve estudos para entender o processo viral na web, a probabilidade de aceitação do que está na internet é diretamente relacionada à aderência dos amigos a certo conteúdo. “No Facebook, se um amigo seu gosta (curte) de uma página, a probabilidade de você gostar é 20% maior do que se ele não gostasse”, afirma o norte-americano.

Viral para o bem E PARA O MAL

Sim, uma marca mal posicionada, uma afirmação mal interpretada, podem se tornar um viral, ou seja, se espalhar rapidamente e ser alvo de comentários preconceituosos e críticos em poucos segundos. Recemtemente tivemos um exemplo claro de uma grande marca de roupas que usou uma celebridade e está sendo enxovalhada nas redes sociais com críticas ao uso exagerado do photoshop. Até mesmo um erro na apresentação de um telejornal sério pode manchar a credibilidade de um grande veículo de comunicação! Do lado bom, estão as inúmeras celebridades que, graças a seus vídeos postados na internet, estão hoje famosas e milionárias, em exemplo clássico: Justin Bieber!

Enfim, o fato é: Um viral não se cria, um viral se transforma, simplesmente acontece!

Abaixo vamos assistir um vídeo de um garoto carioca de 12 anos, o Max, que já é chamado por aí de Justin Bieber brasileiro. No vídeo ele canta uma versão de “California Girls”, da cantora Katy Perry. Foi ao ar há menos de dois meses e já tem mais de 1,6 milhão de visualizações. E atenção, este é um caso típico de vídeo que não tem “nada de mais”, ou seja, se alguém o assistisse antes de ir para o web, provavelmente não acreditaria que poderia fazer todo o sucesso que está fazendo! Vamos conferir:

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Fonte: Redação Mkt Oesp / TecMundo