Vamos falar de cachaça?

guiasoesp

09 Novembro 2012 | 10h47

O mercado cachaceiro ambiciona o público jovem! Mas pra isso, tem de fazer algumas mudanças, entre elas e talvez a principal, é a diminuição do teor alcoólico. Será que está dando certo? Confiram matéria seguir e boa leitura!

Beber mais e por mais tempo

Com esse objetivo e com foco nos jovens, os produtores da bebida aumentam seus portfólios, incluindo nele, cachaças personalizadas, com sabores e menor graduação alcoólica.

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) define que o teor alcoólico da bebida deve estar entre 38º e 54º. Mas algumas fabricantes, como Santa Dose e Busca Vida, visando atingir os mais jovens, oferecem o produto com 17,5º. A Ypióca, por exemplo, possui uma versão sabor guaraná de 15º.

Nas gôndolas

Os supermercados aderiram à novidade e já vendem o produto. As “cachaças lights” como também estão sendo chamadas, podem ser encontradas no Pão de Açúcar em sete versões. Segundo Jorge Pompeu, comprador do grupo, “trata-se de uma categoria recente, que vem pegando carona na vodca saborizada”.

E a cachaça vai pra balada

E se o alvo é o público jovem, nada mais coerente do que estar nas baladas e disputar o espaço da vodca nas festas.

“Queremos estar no mesmo universo de [vodca] Smirnoff”, diz Bruno Siqueira, diretor da Santa Dose, com sede em São Paulo. As vendas do produto que leva o nome da empresa devem fechar o ano com 40% de crescimento sobre 2011.

Seus consumidores, segundo Siqueira, têm entre 18 a 35 anos e são mulheres, em sua maioria (85%). “O apelo do [sabor] doce agrada a mulher. Não é machismo, é hábito comprovado”, diz ele.

Opções não faltam

Em um mercado que cresce em público e aceitação, ninguém quer ficar de fora. Nem a cachaçaria mineira Seleta, que promete lançar, até o Carnaval de 2013, duas linhas de misturas, uma com mel e baru (um fruto do cerrado) e outra com sabor, nas versões limão, maracujá e maçã-verde, além de uma cachaça “branca”.

Segundo Ednilson Machado, diretor de marketing da Seleta, a ideia é que a cachaça branca possa competir com a vodca, sendo misturada com energético e sucos. “O mercado de misturas hoje é o que mais cresce”, afirma. “Queremos estar na balada, na boate, na festa.”

A britânica Diageo, maior fabricante de destilados do mundo,  dona da Smirnoff e que comprou a cachaçaria Ypióca em maio, agora estuda ampliar as linhas da bebida com sabores. “A cachaça é uma bebida versátil, que pode ser consumida de diversas formas – seja saborizada, pura, gelada ou como base para drinques, e em várias ocasiões de consumo”, disse o diretor de marketing e vendas da Ypióca, Eduardo Bendzius.

A Cereser, acompanhando a tendência, está pensando além da sidra. Em maio, lançou a 88 Viramel, “cachaça light” também com mel e limão e 17% de graduação alcoólica.

Crescimento no momento certo

O Brasil conquistou este ano o reconhecimento da denominação de origem nos Estados Unidos. Agora, só o que é produzido no país sob determinadas regras pode ser considerado cachaça, como champanhe da França, e tequila do México. Até então, a cachaça era classificada como “rum brasileiro”.

Fonte: Valor Econômico

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