Sangue do papa será venerado

Uma ampola com o sangue do falecido papa João Paulo II será exposta aos fiéis no dia da cerimônia de sua beatificação, que ocorrerá no próximo domingo. Beatificação ocorre após um inquérito feito pelo Vaticano, que atribuiu ao papa um milagre

Redação

26 Abril 2011 | 23h58

Uma ampola com o sangue do falecido papa João Paulo II será exposta aos fiéis no dia da cerimônia de sua beatificação, que ocorrerá no próximo domingo.

Segundo o Vaticano, o sangue foi extraído de Karol Wojtyla nos seus últimos dias de vida, como provisão para eventuais transfusões que fossem necessárias. Como não houve necessidade, a amostra ficou guardada em quatro recipientes.

Dois deles foram conservados no Hospital Menino Jesus pelas freiras da instituição. Outros dois ficaram sob a responsabilidade do secretário particular de João Paulo II, o cardeal Stanislaw Dziwisz, atual arcebispo da Cracóvia.

Segundo a Santa Sé, as amostras ainda estão em estado líquido porque foi usado um anticoagulante logo após a extração. A ampola será colocada em um relicário feito especialmente pelo Escritório de Celebrações Litúrgicas.

Antes da cerimônia de beatificação seu corpo será exumado para permanecer até 1º de maio na Cripta Vaticana, diante do túmulo de São Pedro, em uma maca e coberto por um manto branco.

Após a exposição de seu corpo, coberto, o caixão de Wojtyla será transferido do cemitério papal, a Gruta do Vaticano, na Basílica de São Pedro, para a Igreja de São Sebastião. O falecido pontífice será então colocado em um vão fechado com uma lápide simples de mármore, com a escrita em latim: Beatus Ioannes Paulus II.

A beatificação de João Paulo II ocorre após um inquérito feito pelo Vaticano, que atribuiu a ele um milagre (a cura de uma freira francesa que sofria de Parkinson) após sua morte, em 2005.

Segundo as regras rígidas da Igreja sobre os santos, o procedimento para determinar se os milagres podem ser atribuídos à pessoa em questão não é normalmente iniciado pelo menos até cinco anos após a sua morte.