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ALINE DELMANTO

Abrir albergue em São Paulo vira ‘tacada de mestre’

Com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil, dono de um albergue poderá lucrar em média R$ 25 mil por mês com uma lotação de 75% da casa e até R$ 36 mil com a lotação máxima. Copa do Mundo e Olimpíadas tornam a atividade ainda mais promissora

Redação

04 Setembro 2010 | 23h45

Carolina Marcelino

Abrir um hostel ou um albergue da juventude, como é popularmente chamado, é hoje um dos negócios mais promissores para pequenos empresários que pretendem se lançar na cidade de São Paulo. Com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil, o dono de um albergue poderá lucrar em média R$ 25 mil por mês com uma lotação de 75% da casa e até R$ 36 mil com a lotação máxima.  A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 tornam a atividade ainda mais promissora. Isto porque este tipo de acomodação é muito popular entre viajantes estrangeiros e ainda pouco explorado no Brasil.

Enquanto em Buenos Aires, capital da Argentina, existem pelo menos 46 albergues, a capital paulista conta com apenas 15. A descoberta desta oportunidade de negócio é recente, tanto que, desses 15 hostels, 11 foram abertos nos últimos três anos. E quem pensa em abrir um albergue não precisa se preocupar com a concorrência dos hotéis.

Segundo Aline Delmanto, gerente de Planejamento e Estruturação Turística da São Paulo Turismo (SPTuris), os públicos são diferentes, já que os hóspedes de hostels, na maioria das vezes, procuram lugares para fazer amizades e conhecer novas culturas, enquanto as pessoas que ficam em hotéis nem sempre estão dispostas a fazer esse tipo de integração. A dica de Aline para quem pretende entrar no ramo é procurar casas perto de metrô e de lugares turísticos, como a Estação da Luz e o Parque do Ibirapuera.

Para Túlio Tallini, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro

Para Túlio Tallini, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro (Foto: Ayrton Vignola/AE)

Túlio Tallini, de 36 anos, trabalhava na área de marketing de uma empresa antes de abrir o Vila Madalena Hostel, há um ano. Para ele, além realizar um sonho de 15 anos atrás, ele também está se divertindo e ganhando dinheiro. O albergue tem cinco quartos, com um total de 26 leitos, seis banheiros, cozinha e uma área de lazer com sinuca, internet, sofá e mesa. “Fiquei três meses pesquisando até encontrar esta casa”, conta o proprietário, que diz ter gasto cerca de R$ 100 mil na abertura do estabelecimento. A diária custa R$ 35 e, como a maioria dos hostels, o Vila Madalena também tem a opção de quarto individual. Além disso, oferece café da manhã com três tipos de frutas, suco, café, leite, pão, manteiga, queijo, geleia.

De acordo com a turismóloga Marisa Sandes de Andrade, a procura pelo imóvel ideal é a fase mais importante e complicada, pois não é fácil encontrar casas com grande número de quartos e banheiros e com um bom preço. “O ideal é que para cada oito leitos haja um chuveiro e um sanitário no albergue”, orienta a especialista. Além disso, é necessário procurar lojas de móveis sob medida, já que as beliches tem de ser maiores do que as tradicionais, principalmente na altura, por causa dos hóspedes estrangeiros.

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