Roupa e calçados também pela internet

Já são mais de 40 lojas disponíveis para o cliente, que pode inclusive trocar a peça que não servir. Estudo Digital Life da TNS Research International mostra que 26% dos brasileiros compraram roupas e calçados online de outubro de 2009 a outubro de 2010

Redação

18 Fevereiro 2011 | 23h44

MARÍLIA ALMEIDA

Aos poucos os brasileiros vencem a resistência de comprar roupas e calçados pela internet. De acordo com a consultoria especializada em comércio eletrônico E-bit, nos últimos três anos peças de vestuário passaram da 23º posição para a 6ª posição em volume de pedidos no País. A lista ainda é liderada por eletrodomésticos, livros, saúde, beleza e medicamentos e informática e eletrônicos, segundo estimativa da consultoria para 2010.

“A categoria ganhou participação no comércio eletrônico, passando de 2% em 2007 para 5% do volume total de pedidos estimados em 2010. Isso significa que cresce acima de um mercado que aumenta em torno de 40% ao ano”, diz Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da consultoria. O volume de pedidos online da categoria saltou de 84 mil para 2 milhões no período, estima o diretor.

Ele lembra que, ao contrário de outros tipos de produtos, a frequência de compra de itens de vestuário é maior e isso contribui para o aumento das compras à medida que mais consumidores verificam as vantagens do canal. Porém, ele também cita a abertura de novas lojas virtuais de roupas e calçados e o aprimoramento de sites já existentes como outros fatores para o crescimento.


A estudante Rafaela Queiroz de Fena, 28 anos, começou a comprar pela internet atraída pelos descontos oferecidos por sites em livros e DVDs, e há dois anos, passou a prestar atenção em roupas vendidas nas lojas virtuais. Após a recomendação de amigos, resolveu fazer a primeira aquisição deste tipo de produto. “Hoje, comprar roupas pela internet já virou ‘mania’”, conta.

Ela é uma das consumidoras que ‘descobriram’ recentemente o vestuário no comércio online no País, após outras experiências de compras pela rede. Neste grupo predominam mulheres de 35 a 49 anos, das classes A e B.

Levantamento feito pelo Jornal da Tarde apurou que pelo menos 40 lojas de roupas e calçados presentes nos shoppings da cidade já vendem seus produtos online. Além disso, de cerca de 100 lojas pesquisadas, quatro reestruturam seus sites e três anunciam uma loja virtual em breve.

Rafaela de Fena, 28 anos, já comprou 30 peças pela internet em dois anos (Foto: JF Diorio/AE)

Facilidades
Além de ofertas e facilidade de pagamento, sites mais modernos conquistam novos consumidores ao agregarem mais informações sobre o produto o que reduz a possibilidade de erro na compra.

No site da Camisaria Colombo, por exemplo, existem quatro fotos por produto: frente e verso e no corpo de modelos, o que permite verificar o caimento das peças. Em boa parte das lojas virtuais é possível visualizar detalhes da peça e até mesmo verificar a textura do tecido.

A exclusividade do canal na venda de algumas peças também chama a atenção. Sites da Bayard e da C&A costumam vender produtos que ainda não chegaram às lojas.

Além disso, pequenas lojas conquistam a clientela ao vender produtos difíceis de serem encontrados na cidade. Pelo menos uma vez por mês, Rafaela visita os sites de suas lojas preferidas para compor seu estilo rockabilly. Ela estima já ter comprado cerca de 30 peças pela internet, entre vestidos, saias e camisetas.

O estudo Digital Life da TNS Research International, mostra que 26% dos brasileiros compraram roupas e calçados online de outubro de 2009 a outubro de 2010, sendo que 11% adquiriram este tipo de produto apenas pela web e 16% compraram os produtos em lojas físicas e pela internet. A tendência, segundo a E-bit, é que a categoria continue conquistando novos consumidores, seguindo o crescimento do comércio eletrônico, em torno de 30% ao ano.