Cresce adesão ao seguro viagem

Brasileiro usa cada vez mais assistência que cobre problemas em roteiros turísticos. Segundo dados do Banco Central, os gastos com roteiros no exterior registraram uma alta de 43,9% em maio ante o mesmo mês do ano passado

Redação

18 Agosto 2011 | 10h34

MARÍLIA ALMEIDA

Ao mesmo tempo em que o brasileiro viaja cada vez mais — segundo dados do Banco Central, os gastos com roteiros no exterior registraram uma alta de 43,9% em maio ante o mesmo mês do ano passado — cresce a busca por seguro viagem.

Nesse segmento, os prêmios (valores pagos pelos segurados) aumentaram mais de 80% nos cinco primeiros meses de 2011 ante o mesmo período de 2010. Passaram de R$ 8,7 milhões para R$ 15,8 milhões, enquanto os sinistros (desembolsos das seguradoras) passaram de R$ 2,3 milhões para R$ 4,2 milhões no período (diferença de 82%), apontam dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Em geral, a cobertura oferecida pelo mercado inclui assistências médica, odontológica, farmacêutica, além de seguro de bagagem, cancelamento de viagem, gastos por atraso ou cancelamento de voo e ainda seguro de vida por morte acidental.

Pedro Prochno foi estudar e esquiar no Chile e pagou seguro de R$ 200 (Foto: Arquivo Pessoal)

É preciso se certificar do tipo de apólice contratada: há aquelas em que o turista paga pelas despesas e é reembolsado quando voltar e outras em que o contrato cobre as gastos até um limite sem que o viajante necessite desembolsar nada no ato do atendimento.

Eles são vendidos por empresas especializadas e grandes seguradoras em agências de viagens ou por corretores. O preço varia conforme a duração da viagem, o destino e a composição da cobertura.

“Para estudantes ou quem viaja para praticar esportes radicais, é 20% mais caro, enquanto para os viajantes idosos a diferença pode ser de 50%”, explica Rafael Antonello, sócio da Real, empresa especializada em seguro viagem. Em viagens para a América Latina, com duração de uma semana, o custo parte de R$ 34.

Europa
O seguro é obrigatório para quem vai a países da União Europeia, que exigem cobertura mínima de e 30 mil. Para quem não tem plano de saúde com abrangência nacional, custa a partir de R$ 14 para viagens nacionais com duração de uma semana.

Geralmente as agências vendem uma ou duas opções. Por isso, comparar preços é difícil. O site Seguro Viagem www.seguroviagem.srv.br é uma opção para comparar as coberturas.

O relações públicas Pedro Prochno, 25 anos, passou um mês no Chile, em julho, onde fez curso de espanhol e esquiou. Ele comprou um produto específico para praticantes de esportes radicais. “A apólice incluía até salvamento nas montanhas de helicóptero. Paguei cerca de R$ 200. Não precisei usar, mas é bom prevenir.”

Cartões de crédito da Visa e Mastercard oferecem assistência para viagens, mas é necessário comprar a passagem no cartão.

Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Edmar Bull, contratar seguro viagem deve ser como adquirir um plano de saúde.

“É necessário verificar se oferece cobertura conforme a necessidade. Um plano de US$ 5 mil pode não cobrir uma internação. Um de US$ 10 mil dá mais segurança”, diz o presidente da Abav.