São Paulo
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008, 14:35 | Online
Alarme dispara e público fotografa telas na reabertura do Masp
Orientadores não contiveram público, que fotografou obras roubadas em dezembro; sensor dispara alarme
Felipe Werneck, de O Estado de S.Paulo

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Cento e trinta e duas pessoas aguardavam na fila na manhã desta sexta-feira, 11, para a reabertura do museu, fechado por 21 dias. O primeiro a chegar foi o professor de história do ensino fundamental Donizette Justino de Oliveira, 42 anos, de Sorocaba. Para chegar ao local, ele pegou um ônibus e metrô.
"Como as aulas começam semana que vem, aproveitei o fim das férias e vim hoje. Quero, depois, voltar com os meus alunos", disse ele, que é pós-graduado em Historia da Arte.
Apesar de ter sido o segundo a comprar a entrada, Jaime Cesar do Amaral Damasceno , que veio de Roraima com a mulher dois filhos, foi o primeiro a entrar no segundo andar e ver as obras roubadas. Enquanto o professor dava entrevistas a rádios, Damasceno subiu.
O alarme instalado nos acessos ao museu disparou, segundo a assessoria de imprensa, porque foi provocado pela aproximação, de cinegrafistas e fotógrafos, a sensores instalados na escada principal, por onde os criminosos entraram.
Muita gente tirou fotos das telas, apesar da proibição - apenas imprensa estava autorizada -, e os orientadores não conseguiram controlar público, que ultrapassou a distância fixada no chão do museu.
O número de orientadores de público foi mantido e havia mais três seguranças armados no segundo andar, onde ficam as telas roubadas.
(Com Rodrgio Brancatelli)
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