Geral
Sábado, 3 de maio de 2008, 12:37 | Online
Ciclone provoca mortes e desabriga pessoas no RS e SC
Forte chuva e rajadas de vento de até 100 km/h interrompe eletricidade de 270 mil consumidores
Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br

Os transtornos climáticos são conseqüência de um ciclone extratropical que se formou na costa dos Estados do Sul e, conforme as previsões dos serviços de meteorologia, vão continuar até segunda-feira. A ocorrência mais grave foi a morte do caminhoneiro José André Pinheiro Parnechi, de 36 anos, em Serafina Correa, na Serra do RS. Ele desceu de seu veículo para ajudar outros motoristas a remover galhos da RS-129. Quando estava na pista foi atingido por outra árvore, derrubada por nova rajada de vento, e não resistiu aos ferimentos.
Em Santo Antônio da Patrulha, ainda no RS, a água isolou quatro bairros, obrigando os bombeiros a usarem barcos para resgatar 20 famílias desabrigadas. Nos municípios do litoral norte alguns moradores chegaram a reviver o pesadelo do furacão Catarina, ocorrido em 2004. Em Cidreira, pelo menos 20 casas tiveram seus telhados arrancados pelo vento. Em Capão da Canoa as ondas chegaram até à calçada que separa a praia da cidade.
Os moradores da zona sul de Porto Alegre também sofreram com alagamentos e trânsito interrompido pela queda de árvores. Algumas famílias dos bairros Hípica, Belém Novo e Ponta Grossa tiveram de ser removidos de barco para a casa de parentes e para um salão comunitário. Na zona norte da cidade, o telhado de um hotel caiu sobre uma pista da avenida Farrapos.
Santa Catarina
O ciclone extratropical deixou o mar agitado, com ondas chegando até a 4 metros, causando estragos em várias regiões. Os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão foram os mais afetados, conforme os registros de ocorrências no Departamento Estadual de Defesa Civil (Dedc).
O ciclone extratropical, que deveria ter provocado chuvas e ventos fortes durante todo o sábado, segundo a Defesa Civil, ficou estacionado com o seu centro no litoral Sul do Estado, ocasionando mais condições adversas no Rio Grande do Sul, onde os prejuízos são maiores. O ciclone, segundo meteorologistas da Epagri/Ciram, já está se deslocando para o mar e a previsão é que durante o dia aumente a nebulosidade, com possibilidade de chuva, no início da tarde deste sábado.
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