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Quarta-feira, 2 de julho de 2008, 18:35 | Online
Sangue que 'jorrava' de casa era da dona, conclui laudo
Segundo o delegado Marco Lopes, o sangue era conseqüência de uma hemorragia provocada por varizes
Tatiana Fávaro, da Agência Estado
O delegado comparou laudos de tipologia sanguínea dos donos da residência e de sua filha, e resultado de exame solicitado ao Instituto de Criminalística de São Paulo a partir de amostra de sangue seco recolhida na casa no primeiro dos dois dias em que o casal observou o "fenômeno". "O caso já estava encerrado para mim há tempo. Quando visitei a casa, na semana em que o fato foi amplamente divulgado, já havia concluído que o sangue era da dona. Isso se confirmou com um exame de corpo de delito que pedi depois da visita", disse o delegado.
"A mulher não tentou enganar ninguém. A polícia foi acionada por orientação de um padre, amigo do casal, que foi chamado quando eles viram o sangue no chão da casa. O sangue se espalhou porque a mulher saiu de toalha do banho e havia respingos no banheiro, corredor e cozinha."
De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pelos moradores - um aposentado de 71 anos e sua mulher, de 65 anos, que não quiseram dar entrevista - o sangue "apareceu" pela primeira vez no domingo, 15 de junho, quando a proprietária da casa saiu do banho.
Após ver marcas do sangue na parede e em um frasco de produto de limpeza, o aposentado afirmou que o sangue jorrava a até dez centímetros de altura do piso. Mas dois dias depois do registro do Boletim de Ocorrência, o perito Wilson Antonio Pereira informou que o material coletado pela perícia indicava amostra de respingo de cima para baixo, e não de baixo para cima, o que contrariava qualquer possibilidade de o sangue jorrar do piso até determinada altura.
O delegado chegou a arquivar o caso três dias após o registro do Boletim de Ocorrência, por "falta de interesse policial". "Embora soubesse que não havia nenhum crime e não lidasse com paranormalidade, a proporção que a divulgação tomou me fez reabrir o caso, ouvir os moradores, pedir os exames, e chegar à mesma conclusão."
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