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Quarta-feira, 16 de julho de 2008, 10:18 | Online
Em 60 dias, 7 inocentes foram mortos por PM do Rio
Na segunda-feira, um administrador vítima de seqüestro-relâmpago foi morto em ação
Clarissa Thomé e Talita Figueiredo - O Estado de S. Paulo
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O menino morreu no dia seguinte. O irmão de João Roberto, Vinícius, de apenas 9 meses, também estava no carro e não foi atingido, mas a perícia encontrou uma perfuração na cadeirinha onde ele viajava. Na ocasião, os policiais confundiram o carro da advogada com o de criminosos que perseguiam. O carro em que estavam os bandidos era um Stilo preto; o da mãe das crianças, um Palio Weekend grafite.
Além de Luiz Carlos e João Roberto, também foram vítimas de PMs o menino Ramon Fernandes, de 6 anos, morto na favela do Muquiço durante perseguição a um traficante e o cantor gospel William de Souza Marins, de 19 anos, confundido com um criminoso por policiais do 14º Batalhão (Bangu).
Aumentam a lista o estudante Daniel Duque, de 18 anos, morto em frente à boate Baronetti, em Ipanema, por um PM que fazia segurança para a família de uma promotora (leia nesta página o relato da mãe do jovem), e o menino Brian da Silva Alves, de 8 anos, baleado na cabeça dentro de uma lan house durante uma operação policial na favela Cidade de Deus.
A morte da engenheira Patrícia Branco de Franco, de 24 anos, desaparecida há mais de um mês, também está sendo atribuída a policiais militares: peritos encontraram fragmentos de balas no carro da engenheira e investigam se ela foi vítima de uma falsa blitz. Na terça-feira, os pais de Patrícia se reuniram com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e cobraram maior empenho na investigação.
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violência policial
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