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quinta-feira, 19 de julho de 2007, 10:00 | Online

Governo apresentará pacote para aviação nesta sexta-feira

Planalto quer que a Anac e a Infraero imponham uma redução do número de vôos em Congonhas

Leonencio Nossa e Vera Rosa - Estadão

SÃO PAULO - 

Pressionado pela opinião pública, o governo apresentará nesta sexta-feira, 20, um pacote de medidas para tentar resolver os problemas no Aeroporto de Congonhas, palco da tragédia do vôo 3054, da TAM, que pode chegar ao final da operação de resgate com cerca de 200 mortos.

 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir às 11h30 com os ministros membros do Conselho Nacional de Aviação Civil(Conac) e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. O encontro é preparatório para a reunião do Conac marcada para às 15 horas, quando será definida uma série de medidas para aliviar o tráfego aéreo de Congonhas. Integram o Conselho os ministros da Defesa, Relações Exteriores, Fazenda, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Turismo e da Casa Civil e o comandante da Aeronáutica.

 

Entre as medidas de curto e médio prazos, uma promete provocar polêmica: o governo quer que a Anac e a Infraero imponham uma redução do número de vôos em Congonhas dos atuais 44 por hora para, no máximo, 36 por hora. Os demais vôos, da chamada aviação geral, seriam transferidos para os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas.

 

Se o Planalto conseguir arrancar essa decisão da reunião do Conac, significará uma derrota para a Anac, que nunca conseguiu impor essas medidas, defendidas por parte de sua diretoria e pela Infraero. Mais: Lula poderá comprar uma briga com as companhias aéreas.

 

Na lista das sugestões em estudo na noite desta quinta-feira, 19, havia outra que prometia causar protesto por parte das empresas aéreas: a redução dos vôos executivos (os chamados jatinhos), saindo de Congonhas.

 

De manhã até a noite, Lula, ministros e assessores fizeram várias reuniões, no Palácio do Planalto, preparatórias para o encontro do Conac. A meta do governo é apresentar à sociedade medidas concretas para redução dos vôos e do trânsito de passageiros em Congonhas. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse que é impossível fechar o aeroporto. "Só se alguém me disser onde vamos colocar 20 milhões de passageiros", afirmou Pereira, referindo-se ao número estimado de usuários por ano em Congonhas.

 

O brigadeiro esteve no Planalto para um encontro sobre a crise aérea com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele estava em São Paulo, e foi chamado para a reunião, onde chegou acompanhado pela diretora Denise Abreu, da Agência Nacional de Aviação Civil.

 

(Com Rosana de Cassia)


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