_São Paulo
quinta-feira, 9 de outubro de 2008, 18:01 | Online
Não acompanho 'detalhe' da negociação com policiais, diz Serra
Em Santos, governador de São Paulo afirma que acredita em acordo para as próximas semanas
Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo
Segundo o governador, embora todos os setores tenham o direito de reivindicar melhores salários e condições de trabalho, é preciso que se avalie a maneira como isso é feito porque a paralisação de setores essenciais como Saúde e Segurança prejudica a população. "Da mesma maneira que a politização que esse movimento chegou a ter, até com CUT no meio, não favorece nenhum entendimento", completou Serra.
O secretário estadual de Gestão Pública, Sidney Beraldo, que acompanhou o governador na inauguração do primeiro Poupatempo de Baixada Santista, no centro de Santos, disse que ele já atendeu duas vezes, na terça e na quarta-feira, lideranças da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) depois que o grupo decidiu suspender a paralisação por 48 horas.
"A melhor forma para que a gente chegue a um ponto comum é a suspensão total da greve. O governo não está fechado, nós estamos dialogando, mas não é uma coisa simples, é uma coisa complexa porque qualquer retitulação, aumento na Polícia Civil, tem reflexo na Militar", afirmou Beraldo.
De acordo com o secretário, além de conceder aumento à categoria, o governo está preocupado em valorizar a carreira, facilitando o acesso a promoções. Beraldo afirmou ainda que Serra pediu para que seja estudada a possibilidade de os policiais civis obterem aposentadoria especial. "Isso depende também de aprovação do Ministério da Previdência, mas eu diria que está praticamente resolvido, que vamos superar essa dificuldade pra que os funcionários da Polícia Civil também possam se aposentar pela lei de aposentadoria especial", concluiu.
Tags:
José Serra,
São Paulo,
greve da polícia,
polícia civil
O que são TAGS?