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quinta-feira, 2 de agosto de 2007, 12:18 | Online
Lula diz que governo não sabia da gravidade da crise aérea
Além disso, presidente recomenda cautela na discussão sobre a possível troca dos dirigentes da Anac
Leonencio Nossa, da Agência Estado, e Vera Rosa, do Estadão
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O presidente observou que em cinco eleições para a Presidência da República de que participou, a questão aérea nunca foi debatida. Ao comentar a possível troca dos dirigentes da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), Lula recomendou cautela. "É preciso discutir essa proposta com calma, porque o presidente nomeia, mas não pode substituir", teria dito ele.
Lula afirmou ainda que má gestão nos governos anteriores resultou na atual crise no setor aéreo. "O problema de gestão vem de muito tempo", disse. "É preciso resolver esse problema." Na conversa com os dirigentes dos partidos aliados, Lula disse que só foi saber dos problemas aos poucos, com o desenrolar da crise, que começou em setembro do ano passado, a partir da queda de um Boeing da Gol em que morreram 154 pessoas.
O presidente disse também que espera concluir em 15 dias o processo de nomeação dos principais cargos do segundo escalão. O compromisso foi assumido pelo presidente diante dos líderes da base aliada que integram o Conselho e que reclamaram da demora do governo para as nomeações.
Lula fez ainda um desafio à oposição que, segundo ele, está por trás do movimento "Cansei", criado em São Paulo. "Oposição é oposição. Mas se eu tiver de ir para o palanque eu vou", afirmou, referindo-se a um possível ataque da oposição ao seu governo.
O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), informou que na reunião desta quinta-feira, 2, do Conselho Político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a dar "carta branca" ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, para adotar as medidas necessárias contra a crise do setor aéreo do País.
Por ocasião de posse de Jobim, na semana passada, também foi divulgada a informação de que o presidente teria dado carta branca ao novo ministro. "O presidente disse que o Jobim tem absoluta carta branca para tomar as providências necessárias", relatou Múcio, ao sair do Palácio do Planalto.
Segundo ele, o ministro da Defesa deverá participar de uma reunião do conselho, na próxima semana ou na seguinte, para apresentar um relatório sobre das ações adotadas. "Essa não é uma questão que constrange apenas o governo, ou os partidos aliados. O constrangimento é nacional", afirmou o líder do governo.
Texto ampliado às 14h45
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