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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008, 09:28 | Online

Chuva volta a inundar ruas em Blumenau e Itajaí

Nesta quarta, uma nova frente fria e seca chega ao Estado e a previsão é de que as chuvas dêem trégua

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Uma pancada forte de chuva no fim da tarde da terça-feira, 2, provocou novas inundações na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, segundo informações da Defesa Civil do Estado. A tempestade durou pouco mais de uma hora e, devido ao encharcamento do solo, provocou alagamentos em algumas ruas, principalmente nos municípios de Itajaí e Blumenau. No fim da noite, a situação já estava normalizada.

 

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Segundo a Defesa Civil, a quantidade de chuvas nas cidades atingiu 35 mm em Itajaí, 30mm em Blumenau, 22mm em Balneário Camboriú, 20 mm em São Francisco e 17 mm em São José. Em Itajaí, uma das cidades que mais sofreram com as enchentes, e em Blumenau, algumas ruas foram alagadas, mas não houve registros de deslizamentos de terra ou de feridos, segundo a Defesa Civil.

 

Nesta quarta-feira, 3, o tempo segue com sol e uma frente fria e seca proporciona uma tendência de melhora no tempo, de acordo com a Defesa Civil do Estado.

 

Alerta em Florianópolis

 

Cerca de 40 pessoas foram retiradas às pressas no início da noite desta terça-feira, 2, do Morro da Costa de Cima, no bairro Pântano do Sul, no Sul da Ilha de Florianópolis. O alerta para as famílias deixarem suas residências foi feito por uma força-tarefa composta de geólogos e geógrafos, técnicos da Fundação do Meio Ambiente (Floram), engenheiros da Secretaria de Obras da Prefeitura e de funcionários da Defesa Civil. Foi identificada uma "fenda" na localidade onde moram 14 famílias.

 

Conforme o secretário da Defesa Civil, Máximo Porto Selene, já ocorreram erosões no topo da montanha e a área de deslizamento é cerca de três vezes maior do que a área de um morro que desmoronou no quilômetro 14 da SC-401, no Norte da Ilha, semana passada que continua impedindo o tráfego. Técnicos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avaliam a evolução do perigo no Morro da Costa de Cima.


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