São Paulo
quarta-feira, 22 de agosto de 2007, 21:16 | Online
Suspenso concurso da Câmara de São Paulo
Candidatos denunciam que os sete primeiros colocados são parentes ou amigos; MPE e polícia investigam caso
Sérgio Duran, do Estadão
Os sete tiraram as notas 100 ou 98. Três deles têm o mesmo sobrenome, Borghi. Para disputar um cargo de técnico, cujo salário base é de R$ 2.396,70, é preciso ter o ensino médio completo. Apuram o caso o 23º Distrito Policial, na zona oeste de São Paulo, o Ministério Público Estadual e a própria Vunesp.
No Orkut, a comunidade Fraude Concurso Câmara Municipal SP traz a imagem de um palhaço desenhado como símbolo. Nos tópicos de discussão, os candidatos dizem que os graus de parentesco e relacionamento variam: filho, mãe, namorado. Comunidades dos suspeitos de fraude e até o número de telefone deles é divulgado no site de relacionamentos.
O Estadão tentou contatá-los, mas não conseguiu. Em coletiva concedida ontem, o diretor-presidente da Vunesp, Benedito Antunes, relatou que alguns desses candidatos reclamaram estar sendo ameaçados. Antunes isentou a Câmara de qualquer responsabilidade no caso, disse que até o dia 28 terá o resultado da sindicância aberta para investigar internamente o que ocorreu e salientou que as denúncias dizem respeito apenas à prova de técnico administrativo. "Fizemos tudo isso em nome da transparência", declarou. Cerca de 110 mil pessoas se inscreveram no concurso, 63, 8 mil para o cargo de técnico. As taxas variaram de R$ 21 a R$ 51.
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irregularidades,
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