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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008, 12:09 | Online
Recessão nos EUA será mais longa que previsto, di universidade
REUTERS
NOVA YORK - A economia dos Estados Unidos entrou
em uma recessão mais dolorosa e prolongada do que o previsto,
disse nesta sexta-feira o diretor da pesquisa de confiança do
consumidor Reuters/Universidade de Michigan.
As pressões inflacionárias vão continuar apesar do recuo no consumo, complicando a tarefa dos responsáveis pela política moentária, afirmou em relatório Richard Curtin, citando dados do Conference Board.
"Não é uma recessão comum", disse. "Os efeitos posteriores vão durar muito mais do que em uma recessão típica."
Ele disse que o índice de expectativas do Conference Board faz boas previsões sobre contrações econômicas, e ele está atualmente vermelho.
Com os norte-americanos sendo afetados por tudo, desde a crise imobiliária até o endividamento excessivo, as coisas ainda devem piorar.
"Os consumidores precisam tomar medidas mais drásticas para estabilizar suas finanças em meio à alta do combustível e dos alimentos, à estagnação da renda e à dívida recorde."
O relatório acrescentou que o aumento da desigualdade de renda vai levar a um sofrimento desproporcional para as classes baixa e média dos Estados Unidos.
"O crescimento da desigualdade isolou os grupos de mais alta renda como nunca antes", afirmou o relatório. Mesmo assim, os ricos não vão sair ilesos com a recente queda das ações.
Paradoxalmente, a piora das condições econômicas vai induzir as famílias a poupar dinheiro, reforçando a situação ruim em uma economia que se tornou muito dependente dos gastos dos consumidores.
"O impacto negativo vai crescer na medida em que os preços das moradias vão continuar a cair no próximo ano."
(Reportagem de Pedro Nicolaci da Costa)
As pressões inflacionárias vão continuar apesar do recuo no consumo, complicando a tarefa dos responsáveis pela política moentária, afirmou em relatório Richard Curtin, citando dados do Conference Board.
"Não é uma recessão comum", disse. "Os efeitos posteriores vão durar muito mais do que em uma recessão típica."
Ele disse que o índice de expectativas do Conference Board faz boas previsões sobre contrações econômicas, e ele está atualmente vermelho.
Com os norte-americanos sendo afetados por tudo, desde a crise imobiliária até o endividamento excessivo, as coisas ainda devem piorar.
"Os consumidores precisam tomar medidas mais drásticas para estabilizar suas finanças em meio à alta do combustível e dos alimentos, à estagnação da renda e à dívida recorde."
O relatório acrescentou que o aumento da desigualdade de renda vai levar a um sofrimento desproporcional para as classes baixa e média dos Estados Unidos.
"O crescimento da desigualdade isolou os grupos de mais alta renda como nunca antes", afirmou o relatório. Mesmo assim, os ricos não vão sair ilesos com a recente queda das ações.
Paradoxalmente, a piora das condições econômicas vai induzir as famílias a poupar dinheiro, reforçando a situação ruim em uma economia que se tornou muito dependente dos gastos dos consumidores.
"O impacto negativo vai crescer na medida em que os preços das moradias vão continuar a cair no próximo ano."
(Reportagem de Pedro Nicolaci da Costa)
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