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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008, 10:21 | Online
PF do Rio recupera equipamentos furtados da Petrobras
Além de reaver o material, a polícia prendeu quatro empregados do terminal de contêineres Poliportos, no Rio
Marcelo Auler e Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo
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Com eles, além do material furtado da Petrobras, a PF localizou outros equipamentos de informática que também tinham sido levados do mesmo terminal. Para chegar aos quatro funcionários, os agentes trabalharam em cima das equipes da Poliportos que trabalhavam nos dias em que foram constatados casos de furtos de material, inclusive de outras empresas.
A PF descarta, inicialmente, a hipótese de espionagem industrial no caso. Os laptops recuperados nesta manhã estavam nas residências dos funcionários da Poliportos e, aparentemente, serviam para uso pessoal.
Na operação, iniciada às 5h da manhã, a Polícia recuperou quatro notebooks, um monitor, uma impressora, uma mochila especial para carregar notebooks e uma maleta de ferramentas. As apreensões foram feitas nos bairros de Parada de Lucas e Vila Kosmos, no Rio de Janeiro, e na cidade de São Gonçalo. A polícia continua realizando diligências para tentar prender interceptadores, que estariam atuando junto com a quadrilha.
Na sexta-feira passada, Caetano chegou a dizer que as investigações praticamente descartavam a hipótese de furto comum. Na entrevista desta quinta ele esclareceu que os fatos levavam a crer em espionagem industrial, mas que a polícia trabalhava também com a hipótese de roubo comum.
Entenda o furto
O furto de quatro notebooks e dois discos rígidos foi anunciado pela Petrobras no dia 14 de fevereiro. Os equipamentos estavam em poder da prestadora de serviços americana Halliburton, que tem contrato com a estatal para traçar perfis de poços petrolíferos, coletando dados como tipo de fluido encontrado, espessura e porosidade das rochas dos reservatórios.
Foram furtados no trajeto entre uma plataforma de perfuração na Bacia de Santos, de onde a carga saiu no dia 18, e Macaé, no norte-fluminense. Parte do trajeto, entre o litoral paulista e o Rio de Janeiro, foi feita por navio. A carga ficou cerca de dez dias no terminal da Poliportos, na zona portuária do Rio, e depois seguiu de caminhão para Macaé. O furto só foi descoberto no dia 31 de janeiro por funcionários da Halliburton.
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